Mais da metade dos brasileiros teme ação militar dos EUA no Brasil
Levantamento Genial/Quaest foi realizado após operação americana que capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro; 58% dos entrevistados disseram ter medo

Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (15), aponta que mais da metade dos brasileiros teme que o Brasil possa ser alvo de uma ação militar dos Estados Unidos semelhante à realizada na Venezuela no começo do mês. De acordo com o levantamento, 58% dos entrevistados responderam que têm medo de que algo parecido possa acontecer no país em um futuro próximo, enquanto 40% afirmaram não ter esse receio. Outros 2% não souberam ou não responderam.
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A pesquisa foi motivada pela operação das forças armadas americanas que resultou na captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, no último dia 3 de janeiro. O levantamento ouviu 2.004 brasileiros em 120 municípios, de forma presencial, entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.
A Ação na Venezuela
No início do mês, uma operação militar dos Estados Unidos, batizada de "Operação Resolução Absoluta", foi deflagrada na Venezuela.
A ação, que segundo o governo americano teve como objetivo combater o narcoterrorismo, resultou na captura do então ditador do país, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, que foram levados para os Estados Unidos para responder a acusações na justiça.
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O episódio gerou um debate global sobre soberania e legalidade de intervenções internacionais.
Divisão Política no Brasil
A pesquisa também detalhou a percepção de medo de acordo com a preferência política dos entrevistados. Entre os eleitores que se declararam "lulistas", o temor de uma ação militar americana no Brasil é maior, chegando a 74%. Já entre os que se autodeclaram "bolsonaristas", o índice dos que afirmam ter medo é de 57%.
O levantamento também perguntou aos entrevistados se consideram aceitável a interferência em outro país para prender um ditador. Metade dos brasileiros (50%) respondeu que sim, enquanto 41% disseram que não. O porcentual restante se mostrou indeciso.
