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Brasil

Morte de Vladimir Herzog completa 50 anos e é símbolo da luta pela democracia

Jornalista foi assassinado no DOI-Codi e protesto de 1975 marcou o início do movimento pela redemocratização

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25/10/2025 21:04 • Atualizado há 364 dias

Morte de Vladimir Herzog completa 50 anos e é símbolo da luta pela democracia

A morte do jornalista Vladimir Herzog chocou o Brasil há 50 anos e se tornou um símbolo da luta pela volta da democracia. O protesto contra o assassinato, ocorrido no dia 31 de outubro de 1975, reuniu cerca de 8 mil pessoas na Catedral da Sé e na praça adjacente em São Paulo.

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Na ocasião, foi realizado um culto religioso em homenagem ao jornalista, conduzido pelo cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, ao lado do rabino Henry Sobel e do pastor Jaime Wright. A certeza da multidão era de que "mataram Vlado". O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Audálio Dantas, destacou a imagem da multidão que enfrentava o regime como a melhor mensagem de contestação. A missa de Herzog foi a primeira manifestação contra a ditadura após o decreto do Ato Institucional Número Cinco (AI-5).

Vladimir Herzog tinha 38 anos e era diretor de jornalismo da TV Cultura. Em uma onda de perseguição a comunistas, foi identificado pelos órgãos de repressão como integrante do partido. Apesar disso, ele não estava na clandestinidade e possuía emprego fixo; era também apaixonado por música, teatro e cinema.

A farsa do suicídio e a reação política

Em uma manhã, dois agentes da repressão foram até a redação da TV Cultura para convocar Herzog a prestar depoimento sobre sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro. O jornalista fez um acordo de que se apresentaria no dia seguinte.

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Herzog cumpriu o combinado e, na manhã de sábado, 25 de outubro de 1975 – há exatos 50 anos –, apresentou-se no quartel-general do II Exército, local onde ficava o DOI-Codi, um dos mais temidos órgãos de repressão do regime.

No início da noite do mesmo dia, o DOI-Codi anunciou que Vladimir Herzog teria se suicidado, se enforcando na cela. Desde o início, no entanto, as evidências revelavam a farsa, com testemunhos de outros presos que indicavam que Herzog foi morto após ter sido torturado.

A morte de Herzog teve um impacto determinante no cenário político da época. O presidente Ernesto Geisel demitiu o comandante do Segundo Exército, general Ednardo Melo. Geisel e o ministro Golberi do Couto e Silva já estavam empenhados em combater a linha dura do regime militar para promover o processo de "Abertura" política.

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