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Motorista sem CNH paga fiança e é solto após atropelar e matar mulher em SP

Elizete da Silva Santos, de 36 anos, foi atingida em cheio na faixa de pedestres; condutor de 19 anos pagou R$ 10 mil para responder em liberdade

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16/04/2026 19:02 • Atualizado há 157 dias

Motorista sem CNH paga fiança e é solto após atropelar e matar mulher em SP

Um jovem de 19 anos, que trabalhava como cozinheiro, foi solto após pagar fiança de R$ 10 mil depois de atropelar e matar uma mulher na Avenida Luiz Dumont Villares, em Santana, na Zona Norte de São Paulo.

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A vítima, Elizete da Silva Santos, de 36 anos, era atendente em uma loja de conveniência e havia acabado de encerrar o expediente quando foi atingida. Imagens de câmeras de monitoramento registram o momento em que Elizete inicia a travessia na faixa de pedestres com o semáforo no amarelo, sendo surpreendida pelo veículo em alta velocidade.

O impacto foi brutal, e a vítima acabou arremessada por vários metros. Apesar de ter sido socorrida por populares e levada ao Hospital do Mandaqui, Elizete não resistiu aos múltiplos traumatismos. O motorista fugiu do local sem prestar socorro, mas foi localizado e preso pela Polícia Militar pouco tempo depois, próximo à região do crime. Na delegacia, confirmou-se que o rapaz não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Imprudência e medidas judiciais

Em seu depoimento, o condutor alegou que chegou a parar o carro logo após a colisão, mas decidiu evadir-se por receio de agressões por parte de testemunhas. O teste do bafômetro apresentou resultado negativo para a ingestão de álcool. O delegado responsável determinou a prisão em flagrante por homicídio culposo — quando não há intenção de matar —, omissão de socorro e condução de veículo sem habilitação. No entanto, durante a audiência de custódia, a Justiça concedeu a liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares e o pagamento do valor estipulado.

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Especialistas contestam a tipificação do crime. O advogado Maurício Januzzi, ouvido pelo Brasil Urgente, defende que o caso deveria ser tratado como dolo eventual. Segundo ele, ao dirigir em alta velocidade, sem possuir habilitação e acelerar no sinal amarelo em uma área com faixa de pedestres, o condutor assumiu o risco de causar o acidente e o resultado morte. Januzzi ressalta que a falta de preparo técnico do motorista agravou a sucessão de erros cometidos na via.

Indignação e impunidade

A decisão judicial gerou revolta entre colegas de trabalho e familiares da vítima. Funcionários do posto de combustíveis onde Elizete trabalhava relataram indignação com a soltura do jovem, destacando que o atropelamento ocorreu exatamente sobre a sinalização de travessia de pedestres. A velocidade excessiva do carro já havia sido registrada por outras câmeras de segurança momentos antes da tragédia.

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