Nos EUA, começam audiências públicas sobre tarifaço contra Brasil
Representantes do Brasil tentam reverter medida antes do dia 15 julho, quando Trump vai decidir validade da taxa

Começa hoje (06), nos Estados Unidos, uma rodada de negociações sobre o novo tarifaço americano. Representes do Brasil vão participar, para tentar reverter a taxa de 25% contra os produtos nacionais.
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A tarifa foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), agência do governo americano responsável por definir as políticas comerciais do país. Segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, a expectativa dessa primeira reunião é tentar entender os argumentos dos EUA para taxar os produtos brasileiros.
Como as tarifas começaram?
Em julho de 2025, a Casa Branca determinou a aplicação de tarifas de 50% contra produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Na ocasião, o presidente dos EUA, Donald Trump, citou o Pix como uma desvantagem comercial e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de estado, para justificar a medida. Depois, a Suprema Corte norte-americana derrubou 40% dessa tarifa, alegando que o republicano abusou de leis emergenciais para taxar outros países.
Paralelamente, o governo dos EUA continuou com a investigação sobre uma suposta relação comercial desleal por parte do Brasil. Ao fim dessa apuração, o USTR propôs oficialmente uma nova tarifa de 25% contra uma série de produtos brasileiros. Essa medida só começa a valer quando Trump der o aval, com data limite até o dia 15 de julho.
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Agora, representantes de diversos setores do Brasil tentam reverter a decisão, além de articulares políticos da oposição do governo Lula, incluindo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
Para a colunista Juliana Rosa, a ida do senador ao EUA é uma decisão política, para tentar “limpar a barra dele” com os escândalos envolvendo o Banco Master.
