Brasil

ONU classifica guerra do Rio como “horrorizante” e cobra investigação imediata

A repercussão internacional da operação no Rio destaca o colapso da segurança pública e preocupa governos e organizações globais.

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29/10/2025 09:21 • Atualizado há 361 dias

ONU classifica guerra do Rio como “horrorizante” e cobra investigação imediata

A operação policial no Rio de Janeiro, que resultou em 64 mortos, ganhou destaque em veículos internacionais e provocou reações oficiais de governos estrangeiros e da ONU. A correspondente Sônia Blota, de Paris, relatou no Jornal Gente que a notícia “chocou o mundo” e foi tratada como um marco da violência urbana brasileira.

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Jornais como Le Monde e a emissora francesa BFM classificaram o episódio como “a ação mais letal da história do Estado”, descrevendo a cidade “mergulhada em cenas de guerra”. No Reino Unido, o The Guardian abordou o caso como um “cenário de caos colossal”. Já o espanhol El País ressaltou o impacto social da operação, enquanto a agência Reuters contextualizou o momento político, lembrando que o Brasil se prepara para sediar a COP30 em novembro.

Em Portugal, o diário Público destacou o uso de drones equipados com granadas por criminosos e o envolvimento de 2.500 agentes. A imprensa argentina, com Clarín e La Nación, relembrou a origem do Comando Vermelho nas prisões cariocas da década de 1970. Nos Estados Unidos, o The New York Times trouxe o número de mortos em destaque, enfatizando que o episódio reflete o combate ao tráfico de drogas no país.

Além da cobertura jornalística, governos estrangeiros emitiram alertas de segurança. O Departamento de Estado dos Estados Unidos orientou seus cidadãos a evitarem a zona norte do Rio de Janeiro e recomendou o uso de aplicativos de monitoramento em tempo real. A Organização das Nações Unidas classificou o caso como “horrorizante” e pediu uma investigação rápida e eficaz sobre as mortes, incluindo a de quatro policiais.

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