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Operação contra fraudes em combustíveis interdita postos em São Paulo

Fiscalização do Ipem e Procon em 12 estabelecimentos da capital paulista flagra bombas com chips eletrônicos e misturas irregulares de etanol na gasolina

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09/03/2026 18:08 • Atualizado há 201 dias

Operação contra fraudes em combustíveis interdita postos em São Paulo

Uma operação conjunta entre o Procon, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e a Polícia Civil fiscaliza 12 postos de combustíveis na cidade de São Paulo para combater fraudes de quantidade e qualidade. A ação, detalhada no Brasil Urgente, ocorre em balanço ao Dia do Consumidor e foca na identificação de dispositivos tecnológicos instalados nas bombas para enganar o motorista no momento do abastecimento.

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De acordo com o secretário de Justiça e Cidadania, Arthur Lima, as irregularidades podem render multas de até R$ 1,5 milhão aos estabelecimentos, além da cassação da inscrição estadual e o encerramento definitivo das atividades. Em um dos locais visitados na Zona Norte, os agentes interditaram o posto por falta de autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para funcionamento.

Chips e interrupção de energia dificultam fiscalização

A fiscalização revela que as fraudes evoluíram para métodos eletrônicos. O superintendente do Ipem, Marcos Guerson, explica que os donos de postos utilizam chips e circuitos integrados nas placas das bombas para controlar o fluxo remotamente. "É um trabalho muito técnico. O Ipem abre a bomba e identifica o corpo estranho, mas não é simples, por isso dependemos da denúncia do consumidor quando há indício de problema", afirma Guerson.

Na Avenida dos Bandeirantes, fiscais relatam que a energia elétrica das bombas foi desligada assim que as equipes chegaram ao local, uma tentativa de resetar os dados e impedir a conferência. Mesmo com a manobra, o Ipem detecta irregularidades em seis das 16 bombas do estabelecimento. Em uma delas, o consumidor perdia 348 mililitros a cada 20 litros abastecidos. Além da volumetria, o Procon autua o local por anunciar preços exclusivos para pagamento via Pix sem o devido aviso prévio aos clientes.

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Combustível adulterado gera prejuízos mecânicos

A qualidade do produto também é alvo de apreensões. Na região central de São Paulo, fiscais encontram gasolina comum com 61% de etanol, índice que supera o limite máximo permitido de 30%. A adulteração causa danos diretos aos veículos, como relata o motorista Luis, que teve um prejuízo de R$ 3 mil após abastecer em um posto desconhecido. "O carro parou e tivemos que chamar o guincho. Danificou a bomba de gasolina e vimos outros carros parados na mesma rua", diz a vítima.

O diretor executivo do Procon, Luiz Orsatti, orienta que o consumidor deve desconfiar de valores excessivamente baixos, pois há grandes chances de o combustível estar adulterado. Marcos Guerson complementa que o motorista deve ficar atento se a capacidade do tanque parecer maior do que o habitual durante o abastecimento. Caso note que o volume inserido é superior ao que o veículo suporta, a orientação é formalizar a denúncia diretamente ao Ipem.

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