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Brasil

Pesquisa com proteína da placenta recupera movimentos de pacientes

Estudo da UFRJ com polilaminina apresenta taxa de recuperação de 75% em pacientes, mas substância ainda aguarda liberação técnica da Anvisa

2 min

19/12/2025 20:15 • Atualizado há 309 dias

Pesquisa com proteína da placenta recupera movimentos de pacientes

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) registraram avanços significativos no desenvolvimento de um medicamento capaz de regenerar a medula espinhal e devolver movimentos a pessoas com paralisia. O estudo, que já soma quase 30 anos de desenvolvimento, utiliza a polilaminina, uma substância produzida a partir de uma proteína extraída da placenta humana.

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Os resultados obtidos em testes iniciais com humanos, realizados em caráter acadêmico entre 2016 e 2021, superaram as expectativas da comunidade científica. Em pacientes com lesões recentes, a polilaminina foi aplicada via injeção e apresentou uma taxa de eficácia elevada.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Tatiana Sampaio, enquanto apenas cerca de 10% das pessoas com esse tipo de lesão costumam recuperar algum movimento naturalmente, o uso da substância elevou esse índice para 75% entre os participantes do estudo.

Impacto na reabilitação e relatos de pacientes

A recuperação de pacientes como o bancário Bruno de Freitas exemplifica o potencial do tratamento. Sete anos após um acidente de carro que o deixou apenas com movimentos no pescoço — sem sensibilidade ou mobilidade nos braços, pernas e tronco —, Bruno hoje celebra a conquista de cada passo. O paciente afirma que, diante do quadro inicial, considera-se muito bem recuperado após participar das pesquisas da universidade.

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Recentemente, a aplicação da substância também chegou ao Espírito Santo por via judicial. Um piloto de motocross submeteu-se ao procedimento há quase uma semana e encontra-se em fase de recuperação. O caso reflete o interesse crescente de pacientes que buscam na justiça o direito de acessar o tratamento experimental.

Obstáculos regulatórios e próximos passos

Apesar do otimismo dos pesquisadores, a polilaminina ainda não é um tratamento disponível para a população em geral e permanece em fase experimental. De acordo com a reportagem de Laila Hallack, no Rio de Janeiro, o grupo de cientistas busca a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar novos estudos clínicos formais em seres humanos.

A Anvisa informou que o processo aguarda a entrega de informações técnicas complementares por parte dos pesquisadores. Até que todas as exigências regulatórias sejam cumpridas, o uso da polilaminina é restrito estritamente ao ambiente de pesquisa, sendo proibida a sua aplicação comercial ou ambulatorial fora dos protocolos acadêmicos autorizados.

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