Brasil

PF combate financiadores de tráfico de drogas em barcos pesqueiros

As investigações prosseguem para dimensionar o total de viagens realizadas e o volume financeiro movimentado

2 min

03/11/2026 20:04 • Atualizado há 2 horas

A Polícia Federal deflagrou uma ofensiva em Santa Catarina para desartilhar redes criminosas que utilizam barcos de pesca para o transporte internacional de drogas. O esquema movimenta milhões de reais e prejudica diretamente o mercado pesqueiro local, segundo as investigações conduzidas pelas autoridades policiais.

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O foco central das diligências atuais é o rastreamento financeiro para identificar os financiadores e distribuidores que sustentam a infraestrutura das quadrilhas. Empresas, contas bancárias, veículos e outros patrimônios sob suspeita são alvos de varreduras para revelar os verdadeiros operadores logísticos do esquema transnacional de entorpecentes.

Prejuízos à economia e o uso de embarcações

De acordo com a Polícia Federal, as embarcações pesqueiras exigem custos elevados de aquisição, manutenção e combustível. No entanto, o investimento criminoso é pequeno diante do lucro milionário proporcionado pelo envio de cargas volumosas de cocaína para outros continentes.

O superintendente da Polícia Federal em Santa Catarina, Edson Geraldo de Souza, explica que o objetivo das interceptações vai além da apreensão das drogas. "O objetivo desse não é só interceptar essas cargas, que por mais que elas se repitam essas interceptações, elas são importantes e nocivas às organizações criminosas porque causam um prejuízo considerável, mas também para a identificação de quem são os receptadores, financiadores e distribuidores nos outros continentes, principalmente africano, asiático e europeu", afirma.

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A utilização de frotas pesqueiras também inflaciona o mercado e prejudica os trabalhadores legítimos do setor marítimo. Conforme aponta o delegado Alessandro Netto Vieira, a atuação criminosa no litoral norte catarinense abrange áreas de grande pujança financeira e imobiliária, o que facilita a lavagem de dinheiro e a reintrodução dos valores ilícitos na economia formal.

As investigações prosseguem para dimensionar o total de viagens realizadas e o volume financeiro movimentado pelas redes criminosas na região sul do país.

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