PF vai ao Corinthians cobrar documentos de empresa de segurança
Ação busca contratos e informações da prestadora de serviços na sede do clube, alvo de apurações sobre desvio de recurso
A Polícia Federal esteve na sede do Sport Club Corinthians Paulista, no Parque São Jorge, em São Paulo, nesta quinta-feira (23). A diligência teve como objetivo recolher documentos e informações sobre a empresa de segurança privada Bear Security, contratada pela instituição esportiva.
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A atuação da PF no local ocorre no âmbito de investigações que miram o presidente do clube, Osmar Stábile, denunciado pelo Ministério Público por suposta apropriação indébita. A suspeita é de que recursos do clube tenham sido utilizados de forma irregular para o pagamento de serviços de segurança privada, levantando questionamentos sobre a legalidade dos contratos firmados.
Em nota oficial divulgada anteriormente, o Corinthians defendeu a legalidade da contratação da Bear Security, alegando caráter de urgência após a mudança na gestão decorrente do processo de impeachment. A defesa do presidente também apresentou manifestação prévia na Justiça para contestar pedidos de medidas cautelares e de afastamento, enquanto as autoridades federais seguem cobrando a regularidade documental dos contratos firmados.
Entenda a investigação
A acusação formalizada pelo Ministério Público de São Paulo aponta que Osmar Stábile teria utilizado verbas do clube para pagar por serviços de segurança particular voltados à sua proteção pessoal e de seus familiares, gerando um prejuízo estimado em cerca de R$ 721 mil aos cofres corintianos.
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Segundo o inquérito, a empresa Bear Security, fundada em janeiro de 2025 e com histórico de prestação de serviços concentrado no clube, não possui autorização da Polícia Federal para atuar nesse segmento de segurança privada. A promotoria também destacou que a companhia contava com ex-policiais militares que já prestavam serviços de confiança ao dirigente antes de sua posse.
Diante das irregularidades, o MP solicitou o afastamento do presidente, o bloqueio de seus bens e a suspensão do acesso às dependências da instituição, enquanto a Polícia Federal aprofunda a apuração sobre os contratos firmados.
