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'É bom, mas tardio', diz Sarrubbo sobre plano do governo contra o crime

Em entrevista à BandNews, ex-secretário Nacional de Segurança Pública destaca que o fortalecimento do sistema prisional e o financiamento federal são os pilares para desarticular facções e reduzir homicídios

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12/05/2026 16:43 • Atualizado há 166 dias

'É bom, mas tardio', diz Sarrubbo sobre plano do governo contra o crime

O Governo Federal apresentou nesta terça-feira (12), um novo projeto estratégico para o combate ao crime organizado no Brasil. Dividido em quatro eixos fundamentais — sistema prisional, asfixia financeira das facções, controle territorial e financiamento —, o plano recebeu uma avaliação positiva, embora crítica, de Mário Sarrubbo, ex-secretário Nacional de Segurança Pública.

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Em entrevista, Sarrubbo classificou o plano como "bom", mas ressaltou que a iniciativa demorou a sair do papel. "Eu acho um pouco tardio. O Governo Federal precisava 'gostar' do tema, precisava se envolver mais, e é o que está fazendo agora", pontuou.

Um dos pontos abordados por Sarrubbo é a influência das lideranças criminosas de dentro das cadeias. Para o especialista, é "absolutamente inaceitável" que chefes de facções consigam continuar comandando operações e ordenando crimes mesmo estando detidos em estabelecimentos estaduais.

"Se conseguirmos fechar e blindar determinados estabelecimentos prisionais das grandes capitais, o número de homicídios cairá fortemente, pois muitas das ordens para esses crimes saem de dentro desses locais", explicou Sarrubbo.

O Papel dos Presídios Federais

Sarrubbo também manifestou preocupação com debates recentes no Congresso Nacional que sugeriam o envio de todas as lideranças criminosas para o sistema penitenciário federal. Segundo ele, as unidades federais são modelos de excelência e exceção, e a superlotação dessas unidades poderia "vulgarizar" o sistema, transportando para a esfera federal os mesmos problemas enfrentados pelos estados.

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A eficácia do plano, contudo, depende de dois fatores externos: a adesão dos governadores e o fluxo de recursos. O governo federal sinalizou um investimento de aproximadamente R$ 11 bilhões, parte dele via BNDES, para a modernização da segurança pública.

"Temos que ser justos e entender que o projeto é bom. Quando a segurança pública melhora, ganha o governador, o prefeito e o governo federal. Melhorando a vida da população, os políticos ganham, independentemente de matriz ideológica", concluiu o ex-secretário.

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