Polícia desarticula quadrilha de falsos serviços espirituais que movimentou R$ 2,9 mi
Uma cliente chegou a transferir R$ 98 mil ao grupo; eles chantageavam a vítima com informações passadas nas sessões
Uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Polícia Civil de São Paulo (PCSP) desarticulou, na manhã desta quarta-feira (7), uma organização criminosa especializada em estelionato, extorsão e lavagem de dinheiro por meio de falsos serviços espirituais.
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A ação policial cumpre seis mandados de prisão temporária, além de ordens de busca e apreensão e medidas de constrição patrimonial, nas cidades paulistas de Carapicuíba, Itapevi e Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Imagens dos suspeitos detidos já foram registradas na chegada às delegacias do estado.
Investigação e o golpe espiritual
As investigações conduzidas pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) tiveram início após a denúncia de uma moradora de Brasília. A vítima relatou ter contratado supostos serviços espirituais oferecidos por perfis em redes sociais.
Logo após o primeiro contato, os golpistas alegavam ter identificado graves "males espirituais" na vida da cliente, exigindo pagamentos progressivos para realizar rituais de suposta resolução. Quando a vítima tentou interromper os repasses financeiros e cessar os contatos, passou a ser chantageada.
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Os criminosos ameaçavam divulgar informações de caráter íntimo a familiares e terceiros, além de profetizar desgraças que atingiriam a família dela caso os depósitos parassem. Pressionada pelo medo, a vítima transferiu cerca de R$ 98 mil para diferentes contas bancárias indicadas pela quadrilha.
Estrutura criminosa e movimentação financeira
O avanço das apurações revelou que o grupo operava de maneira altamente organizada, dividindo funções entre os responsáveis por abordar as vítimas, os titulares de contas usadas para recebimento direto do dinheiro e os operadores que distribuiam os recursos financeiros.
Além da denúncia original, a polícia identificou outras quatro vítimas no Distrito Federal. A estimativa das autoridades é de que o esquema criminoso, baseado na Grande São Paulo, tenha movimentado aproximadamente R$ 2,9 milhões ao longo dos últimos quatro anos.
