Polícia Federal inaugura laboratório para rastrear ouro ilegal na Amazônia
Nova estrutura científica no Instituto Nacional de Criminalística visa identificar a procedência do minério

Polícia Federal inaugura laboratório para rastrear ouro ilegal na Amazônia
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Polícia Federal inaugurou, nesta terça-feira (3), o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral, localizado no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília. A nova tecnologia científica identifica a origem do ouro por meio de análises detalhadas, apoiando investigações contra o garimpo ilegal e crimes ambientais na Amazônia.
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O laboratório utiliza análises geoquímicas e isotópicas para mapear características específicas de jazidas brasileiras, criando uma base de referências científicas. Com essa tecnologia, peritos conseguem confrontar amostras de ouro apreendido com os registros oficiais, o que auxilia na verificação da legalidade da exploração e na detecção de fraudes em documentos.
A iniciativa faz parte do Programa Ouro Alvo, desenvolvido pela Polícia Federal com recursos do Fundo Amazônia e amparo do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS). O plano conta com investimentos totais de R$ 318,5 milhões para fortalecer ações de inteligência e fiscalização na região da Amazônia Legal.
Avanço na perícia criminal e no mercado legal
Segundo o diretor técnico-científico da Polícia Federal, Roberto Reis Monteiro Neto, os novos métodos aprimoram a capacidade de apuração e ajudam a responder à questão central sobre a procedência do minério. A diretora socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Teresa Campello, destacou que o projeto integra os esforços federais para ampliar a inteligência investigativa.
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Além de subsidiar provas periciais contra ilícitos, a rastreabilidade também pode beneficiar o mercado formal. A tecnologia contribui para comprovar a origem lícita do minério e valorizar cadeias produtivas certificadas, conforme apontado pelo diretor de Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire de Barros.
