Policiais são presos por destruir provas de inquéritos em troca de propina
Nove agentes são acusados de destruir provas e fraudar inquéritos em troca de propina; esquema teria lavado milhões com carros e empresas de fachada

A Polícia Federal prendeu hoje nove suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção dentro da Polícia Civil de São Paulo, em operação que apura a destruição de provas e a fraude de investigações em troca de propina.
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De acordo com a PF, os investigados atuavam em diferentes departamentos da Polícia Civil paulista. As apurações apontam que eles manipulavam inquéritos, obstruíam diligências e eliminavam provas de crimes para favorecer investigados.
Os policiais afirmam que o grupo recebia quantias milionárias como pagamento pelos favorecimentos. O dinheiro, segundo as investigações, passava por lavagem por meio da compra de carros de alto valor, vinhos raros e uso de empresas de fachada.
Departamentos de elite sob suspeita
Segundo o Ministério Público de São Paulo, um dos núcleos do esquema atuava no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), considerado um dos setores de elite da Polícia Civil.
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Outros dois núcleos, ainda conforme o MP paulista, funcionavam em uma delegacia de bairro e em um departamento responsável, entre outras atribuições, pelo combate à corrupção. Nove investigados foram presos, entre eles sete policiais civis.
Doleiros ligados à Lava Jato na mira
Além dos policiais civis, a operação também mirou dois doleiros apontados como influentes no mercado paralelo de câmbio e já conhecidos das investigações da Petrobras no âmbito da Operação Lava Jato.
Meire Poza foi presa, enquanto Leonardo Meireles está foragido, de acordo com as informações divulgadas. Os dois são suspeitos de terem sido beneficiados por investigações supostamente obstruídas por policiais civis envolvidos no esquema de corrupção.
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Em delação premiada homologada pelo Supremo, Meire Poza e Leonardo Meireles confessaram participação em mais de 4 mil operações internacionais para desviar recursos da Petrobras. Segundo os depoimentos, o dinheiro abastecia o pagamento de propinas a políticos e agentes públicos, a pedido do doleiro Alberto Youssef.
