Porta-aviões nuclear dos EUA chega ao RJ para exercício naval com 11 países
USS Nimitz participará da operação Southern Seas 2026; Brasil levará submarinos fabricados com mão de obra nacional

O porta-aviões nuclear USS Nimitz, da Marinha dos Estados Unidos, chegou à Baía de Guanabara para participar da operação Southern Seas 2026, exercício conjunto entre a Marinha americana e dez países parceiros na América do Sul. As atividades ocorrem entre os dias 11 e 14 de maio na costa do Rio de Janeiro.
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Com 333 metros de comprimento e capacidade para cerca de seis mil tripulantes, o Nimitz é o porta-aviões nuclear mais antigo em operação no mundo. Comissionado em 1975, o navio já participou de conflitos como a Guerra do Iraque e a do Afeganistão e opera com caças e helicópteros a bordo. Um destroyer, embarcação de guerra capaz de interceptar mísseis, também participará do exercício.
Esta é a 11ª edição do Southern Seas, iniciado em 2007. O objetivo, segundo a Marinha do Brasil, é fortalecer parcerias e a interoperabilidade das forças da região para resposta coordenada a ameaças comuns. A missão prevê a circum-navegação do continente sul-americano, com escalas em vários países, o que justifica a passagem pelo Brasil pela lógica geográfica e operacional do trajeto.
A participação brasileira inclui simulações de ataques aéreos e ações com os novos submarinos da Marinha, fabricados com mão de obra nacional. O treinamento acontece em um momento de instabilidade global, com aumento de ameaças às rotas marítimas — fator que reforçou a necessidade de investimentos em defesa. Hoje, 95% do comércio exterior brasileiro é feito pelo mar.
