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Prefeituras adotam novas medidas para evitar furtos em sinais

Cidades investem em cabos de menor valor, sistemas subterrâneos, fibra óptica e energia solar para reduzir furtos e prejuízos em semáforos

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30/06/2026 15:30 • Atualizado há 129 dias

Prefeituras adotam novas medidas para evitar furtos em sinais

Prefeituras de diferentes cidades brasileiras estão adotando novas medidas para reduzir furtos de cabos em sinais de trânsito. Entre as estratégias estão a substituição por materiais de menor valor comercial, como o alumínio, o aterramento de cabos e a modernização dos sistemas de comunicação entre semáforos.

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Em Porto Alegre, a troca gradual dos cabos de cobre por alumínio começou em 2023. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação, já foram instalados 58 mil metros do novo material na sinalização viária da cidade. De acordo com o órgão, a mudança tem reduzido os furtos nas áreas onde foi implantada.

O representante da empresa, Gustavo Roth, explica que o material tem menor interesse comercial. Ele afirma: “Os locais onde eles furtam uma vez no alumínio, não voltam a ser furtados. E o que a gente tem feito com isso? Tem procurado sempre repor com esse material novo. É um cabo cinza que tem escrito na lateral, alumínio, e ‘sem valor comercial’. Então, a gente coloca sempre, só que eles vão sempre em busca de locais novos. Eles localizam onde não tem o cabo de alumínio, param de arrancar o cabo de alumínio e migram para outra localização.”

Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego está substituindo o sistema aéreo por cabos subterrâneos. Segundo a CET, a mudança busca não só reduzir furtos, mas também evitar danos causados por veículos altos ou quedas de árvores. A companhia informa ainda que houve queda de mais de 50% no volume de cabos furtados entre 2023 e 2025.

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O diretor da FGV Transportes, Marcus Quintella, afirma que não há uma única solução para o problema. Ele diz: “O furto de cabos de semáforos tornou-se um dos principais problemas operacionais dos sistemas de trânsito nas cidades brasileiras. A experiência internacional mostra que não há uma solução única. Então, as alternativas são a substituição por cabos de alumínio ou cabos de alumínio cobreados, cabos de fibra ótica, quando aplicáveis, comunicação por rádio, caixa subterrânea... Isso demanda investimento e planejamento nas cidades. E, também, associado a isso, a fiscalização do mercado de sucata, o endurecimento dessas regras, saber quem são os receptores.”

Em Florianópolis, parte dos semáforos já utiliza comunicação por redes móveis, semelhante à telefonia celular, e também por fibra óptica. Segundo a prefeitura, a medida faz parte da modernização do sistema de trânsito e não tem relação direta com furtos.

Em Porto Alegre, 70% dos sinais já não utilizam cabos de comunicação. A ligação com a central é feita por 4G ou fibra óptica. Segundo a Gerente de Desenvolvimento e Inovação da Empresa Pública de Transporte e Circulação, Júlia Freitas, isso reduz o impacto dos furtos no funcionamento dos sinais. Ela afirma: “Para o sincronismo, a diferença agora dos que já estão com a nova tecnologia é que, se corta a energia de um semáforo, os outros sincronizados não perdem a comunicação, vai perder (a comunicação) só daquele. O furto ainda ocasiona problemas, mas é um impacto menor do que antes, quando a gente tinha tudo ligado por cabos.”

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Outra alternativa em estudo é o uso de energia solar nos semáforos. Em São Paulo, um equipamento desse tipo já funciona em caráter experimental no cruzamento da Avenida do Estado com a Praça Alberto Lion.

O diretor comercial da Damata Solar, João da Mata, afirma que a tecnologia pode ser mais usada no futuro. Ele diz: “Muitas construtoras adquirem esse equipamento para substituir aquele pessoal que fica na estrada quando acontecem obras na interrupção de via. Então, substituir aqueles caras que ficam com a bandeirinha. A gente substitui isso por um sistema de semáforo sincronizado por GPS, com uso de energia solar.”

No Rio de Janeiro, o furto de cabos é considerado um problema recorrente. Segundo a CET-Rio, entre janeiro e maio deste ano, 455 sinais de trânsito tiveram o funcionamento afetado, com prejuízo superior a 2,4 milhões de reais.

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A companhia informa que tem adotado medidas como soldagem das caixas de cabos, instalação dos equipamentos em postes mais altos e uso de garras antifurto. Em áreas mais críticas, os cabos estão sendo enterrados no solo.

A CET-Rio também afirma que o município já utiliza, desde 2011, tecnologia de comunicação por rede móvel para alguns semáforos. Sobre energia solar, a companhia diz que já estudou o sistema, mas que ele seria aplicado apenas em locais sem acesso à rede elétrica. A aposta atual é no uso de no-breaks, com autonomia superior a 10 horas, já implantados na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes.

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