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Quadrilha no Rio cobra R$ 10 mil por espetinho e causa prejuízo a turistas

Investigação aponta que mais de 100 estrangeiros foram vítimas de preços abusivos em Copacabana; criminosos teriam ligação com o Comando Vermelho

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16/04/2026 20:56 • Atualizado há 191 dias

Quadrilha no Rio cobra R$ 10 mil por espetinho e causa prejuízo a turistas

Uma organização criminosa especializada em fraudes contra turistas estrangeiros no Rio de Janeiro já causou um prejuízo superior a R$ 1 milhão. Desde o meio do ano passado, mais de 100 vítimas foram enganadas por um esquema que utiliza cardápios com preços abusivos e adulteração em máquinas de cartão. Em casos extremos, os golpistas cobraram R$ 20 mil por um milho, R$ 2 mil por duas cervejas e o mesmo valor por uma única caipirinha.

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No início desta semana, um dos integrantes do grupo, identificado como Caio Alencar, foi preso. Ele é acusado de cobrar R$ 10 mil de uma turista britânica por um espetinho de carne na Praia de Copacabana. O crime contou com o auxílio de um comparsa, que forneceu a máquina de cartão para a transação fraudulenta e permanece sendo procurado pelas autoridades.

Investigação aponta estrutura organizada e reincidência

O modus operandi dos criminosos é marcado pela rapidez e pela recusa em aceitar pagamentos em dinheiro vivo. Os suspeitos se passam por vendedores ambulantes e forçam o uso do cartão. No momento do pagamento, inserem valores vultosos, muito superiores ao combinado, e as vítimas geralmente só percebem o rombo financeiro dias depois, o que dificulta a prisão em flagrante.

A delegada Patrícia Alemany, titular da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT), ressalta a complexidade de retirar esses criminosos de circulação. Por se tratar de um crime de fraude, sem o uso de violência, a legislação torna a prisão mais difícil, exigindo uma investigação robusta e a compilação de diversas provas. A delegada destaca ainda que grande parte dos envolvidos é reincidente, acumulando entre 10 e 15 passagens pela polícia antes de retornarem à liberdade para continuar delinquindo.

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Conexão com o crime organizado

A estrutura do esquema é profissional, com divisão clara de funções entre os membros e partilha dos valores obtidos nas fraudes. Pelo menos 15 pessoas já foram identificadas pela polícia. Há uma forte suspeita de que a organização tenha ligações com a facção criminosa Comando Vermelho.

Para avançar na identificação de quem coordena o grupo, a polícia deve solicitar a quebra do sigilo bancário e telefônico dos suspeitos identificados. O objetivo é mapear o fluxo do dinheiro e desarticular a base financeira da quadrilha, que foca no desconhecimento de estrangeiros sobre os preços reais praticados na capital fluminense.

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