Quem foi Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente morto em ataques ao Irã?
Ex-chefe de governo iraniano é alvo um dia após o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morrer em ação atribuída aos Estados Unidos e Israel

O ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad morreu aos 69 anos, após um ataque aéreo atingir sua casa na zona leste de Teerã, no Irã. A informação foi divulgada neste domingo (1°) pela agência de notícias estatal ILNA. O bombardeio também matou um segurança que acompanhava o político.
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A morte de Ahmadinejad ocorreu em um cenário de extrema instabilidade no Oriente Médio, logo após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em ataques coordenados pelos EUA e Israel no dia anterior.
Os desdobramentos do conflito no Oriente Médio movimentam o Google Brasil e as buscas por Mahmoud Ahmadinejad estão em alta. A Sala Digital conta a trajetória do ex-presidente do Irã abaixo:
Quem foi Mahmoud Ahmadinejad?
Trajetória de Mahmoud Ahmadinejad no poder
Ahmadinejad governou o Irã entre 2005 e 2013 e se tornou uma das principais lideranças da ala linha-dura do regime.
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Nos primeiros anos de governo, ele contou com o apoio do clero xiita e do líder supremo Ali Khamenei, mas terminou o segundo mandato em conflito aberto com a liderança clerical, em meio a graves crises econômicas associadas à sua política nuclear.
No cenário internacional, Ahmadinejad ganhou notoriedade por ameaças militares contra Israel, pela negação do Holocausto e por declarações consideradas antissemitas, o que contribuiu para isolar ainda mais o Irã em relação às potências ocidentais.
Dentro do país, o ex-presidente é lembrado pela repressão violenta contra manifestantes após sua controversa reeleição em 2009, marcada por denúncias de fraude generalizada e confrontos nas ruas entre forças de segurança e opositores.
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Visita polêmica ao Brasil em 2009
Ahmadinejad realizou sua primeira visita oficial ao Brasil em 23 de novembro de 2009, durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na ocasião, Lula defendeu publicamente o direito do Irã de desenvolver um programa nuclear para fins pacíficos, em conformidade com acordos internacionais, ao mesmo tempo em que pregou a criação de um Oriente Médio livre de armas nucleares.
Durante a visita, os dois países assinaram diversos documentos de cooperação, como a supressão de vistos para portadores de passaportes diplomáticos, parcerias em ciência e tecnologia, trocas culturais e acordos nas áreas de agricultura e energia elétrica.
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A presença de Ahmadinejad em Brasília (DF) também provocou reação popular, com cerca de cem manifestantes protestando na Esplanada dos Ministérios, em atos tanto favoráveis quanto contrários ao líder iraniano.
