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Ricardo Brockveld analisa desafios na gestão de serviços essenciais

Diretor da ArqCONAM aborda os desafios da liderança em ambientes regulados e os impactos de falhas nos processos.

3 min

26/10/2026 11:55 • Atualizado há 3 horas

Ricardo Brockveld analisa desafios na gestão de serviços essenciais

Divulgação

Existe um tipo de negócio que raramente aparece em conversas sobre empreendedorismo e inovação: o de empresas que operam serviços essenciais sob concessão, em que o resultado final não é visível ao consumidor, mas sustenta toda uma cadeia econômica. Ricardo Brockveld, diretor da ArqCONAM, responsável pelo registro eletrônico de contratos de financiamento veicular no Amazonas, sob concessão do DETRAN/AM, construiu boa parte de sua visão de gestão justamente nesse tipo de ambiente.

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Trata-se de um serviço que, quando funciona, é invisível. Ninguém percebe que o registro do financiamento de um carro foi feito corretamente. Mas, quando há falha, o problema aparece de imediato e costuma ser significativo.

Tecnologia com propósito, não como vitrine

A plataforma tecnológica que sustenta a operação da ArqCONAM, o GECONAM, ilustra um critério de avaliação tecnológica que evita o discurso de inovação como vitrine. Em ambientes regulados, tecnologia deve ser avaliada por um critério simples: reduz risco e aumenta rastreabilidade, ou apenas aparenta modernidade. Em razão disso, investir em tecnologia apenas para parecer inovador, sem que isso torne o processo mais seguro e auditável, é vaidade, não gestão.

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Esse critério deveria orientar decisões de investimento tecnológico em qualquer negócio, não apenas nos que operam sob concessão pública. A tentação de adotar ferramentas por modismo é um dos erros mais comuns entre gestores, especialmente em setores pressionados por narrativa de inovação.

O valor de operar dentro de regras claras

Diferentemente do discurso comum de que regulação é sinônimo de entrave, há uma leitura possível de que operar dentro de regras bem definidas pode ser uma vantagem competitiva. Regra clara não é limitação, é previsibilidade: saber exatamente o que precisa ser entregue e como precisa ser entregue permite concentrar energia em fazer bem feito, em vez de gastar esforço tentando adivinhar o que é esperado.

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Essa previsibilidade regulatória, somada a processos internos bem desenhados, é o que permite que uma operação de concessão pública mantenha qualidade de serviço consistente ao longo do tempo, um ativo que vale tanto quanto qualquer estratégia de crescimento agressivo.

Liderança como fator decisivo

Ao final, nenhuma estrutura de processo ou tecnologia se sustenta sem liderança que compreenda o real propósito da operação. Por sua experiência como especialista em gestão estratégica, governança e transformação organizacional, Ricardo Brockveld costuma resumir o principal desafio de quem lidera esse tipo de negócio como manter a equipe engajada em um trabalho que raramente recebe reconhecimento público, exatamente por ser invisível quando bem-feito. As pessoas que operam esse processo diariamente lidam com algo maior do que o simples registro de um contrato: garantem que famílias consigam financiar um veículo com segurança jurídica. Quando essa dimensão é compreendida pelas equipes, o cuidado com o processo se transforma.