Sem taxa das blusinhas, varejo alerta para concorrência desigual
Presidente do IDV afirma que crescimento das compras em plataformas estrangeiras reacende preocupação com a concorrência desigual e os impactos sobre a indústria, o comércio e o emprego no Brasil.

O aumento no volume de remessas internacionais após o fim da cobrança do imposto de importação voltou a acender o alerta no varejo brasileiro. Segundo dados da Receita Federal, junho registrou o primeiro mês completo sem a incidência da taxação, com mais de 36 milhões de encomendas internacionais recebidas.
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Em entrevista, o presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), José Gonçalves Filho, afirmou que o setor acompanha os números com preocupação. Segundo ele, o cenário remete ao período entre agosto de 2023 e agosto de 2024, quando a isenção do imposto favoreceu o crescimento das compras em plataformas internacionais, impactando negativamente a indústria e o comércio nacional.
De acordo com Gonçalves Filho, a principal crítica do setor é a diferença na carga tributária. Enquanto a cadeia do varejo brasileiro enfrenta uma tributação média de cerca de 92%, as plataformas asiáticas que vendem diretamente aos consumidores passaram a operar sem a cobrança do imposto de importação, criando, segundo o representante do IDV, uma concorrência desigual. Ele alerta que esse cenário pode afetar investimentos, geração de empregos e a competitividade das empresas brasileiras.
