STF determina sequestro de R$ 22 mi em ação da PF que prendeu Márcio Poncio
Nova fase da operação Unha e Carne tem como objetivo aprofundar as investigações sobre lavagem de dinheiro praticadas pela facção Comando Vermelho

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o sequestro de bens e valores de até cerca de R$ 22 milhões na quinta fase da operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (1º). O pastor Márcio Poncio foi preso na ação.
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Segundo a Polícia Federal, a nova fase da operação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre lavagem de dinheiro praticadas pela facção Comando Vermelho.
Policiais federais cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF em endereços vinculados aos investigados, nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti.
Marco Antônio Cabral, ex-deputado federal e filho do ex-governador Sérgio Cabral, é alvo de mandado de busca e apreensão.
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A quinta fase da operação Unha e Carne foi deflagrada a partir de análise de documentos apreendidos que “revelaram uma contabilidade paralela voltada à lavagem de capitais, além de registros de supostos pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares”.
A ação, conforme a Polícia Federal, se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF ADPF das Favelas que, dentre outras providências, determinou que a PF conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.
O que dizem as defesas
A Band procurou a assessoria de Márcio Poncio, que afirmou não ter nenhuma declaração até o momento. Assim que houver nova manifestação, a matéria será alterada.
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A defesa do ex-deputado Marco Antonio Cabral negou envolvimento com organizações criminosas. Em nota, a advogada Patrícia Proetti afirmou que ele permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários
“Ele nega, de forma categórica, qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita”.
A defesa do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho rechaçou a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. “A defesa confia no Poder Judiciário e no devido processo legal”, concluiu a nota, assinada pelo advogado Ricardo Braga.
