Supercomputador mapeia território nacional com Inteligência Artificial
Um supercomputador com inteligência artificial e capacidade para mapear o território nacional com alta riqueza de detalhes entra em operação na Universidade
Um supercomputador com inteligência artificial e capacidade para mapear o território nacional com alta riqueza de detalhes entra em operação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Batizado de Soberano, o equipamento trabalha integrado a uma câmera hiperespectral capaz de identificar características invisíveis a olho nu, como doenças em lavouras e variações minerais no solo.
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A máquina conta com duas torres resfriadas por ar-condicionado e reúne oito aceleradores de processamento com mais de 140 gigabytes de memória cada. Essa estrutura permite ao sistema mapear uma extensão superior a mil campos de futebol em segundos, conforme detalha a repórter Luísa Guimarães.
Processamento de dados e soberania nacional
O sistema opera a partir do cruzamento de informações vindas de diferentes origens, reunindo registros de satélites, fotografias aéreas e filmagens captadas por drones. A tecnologia substitui métodos convencionais que levariam semanas em computadores comuns para concluir cálculos idênticos.
A professora Sônia Carvalho Ribeiro, coordenadora do projeto na UFMG, afirma que a cartografia automatizada é estratégica para o planejamento urbano, a segurança alimentar e o uso do solo. Na visão da pesquisadora, mapear a própria área geográfica constitui elemento central para a soberania do país.
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O pesquisador Klyvihk Camacho explica que a velocidade de análise representa um salto expressivo para a ciência brasileira. Camacho avalia que o maior diferencial do projeto é manter pesquisadores locais à frente do desenvolvimento tecnológico, garantindo que o conhecimento e os dados gerados permaneçam em território nacional.
A ferramenta também é direcionada a ações de fiscalização e perícia técnica em obras públicas. De acordo com o perito criminal federal Cristiano Cunha, a tecnologia viabiliza o acompanhamento simultâneo de empreendimentos federais em todo o Brasil.
Cunha ressalta que o monitoramento constante por imagens serve para conter fraudes contra os cofres públicos. Com a análise em tempo real, a perícia pode comprovar se serviços contratados pela União, como obras de pavimentação ou a construção de pontes, foram de fato executados antes de o Estado realizar os pagamentos.
