Viúva de policial assassinado é presa sob suspeita de ser mandante do crime
Mais de um ano após a execução, investigação aponta que ela teria prometido R$ 200 mil a dupla

A viúva de um policial civil aposentado foi presa, nesta quarta-feira (22), sob suspeita de ser a mandante da morte do próprio marido, executado dentro da gráfica que mantinha na Zona Leste de São Paulo. Segundo a investigação, Maria Francileide Nunes Moreira do Nascimento teria encomendado o crime.
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Arnaldo José do Nascimento, de 59 anos, foi morto em janeiro do ano passado com cinco tiros, sendo quatro na cabeça, dentro do estabelecimento comercial. Na época, imagens de câmeras de segurança mostraram dois homens chegando ao local disfarçados de pessoas em situação de rua.
Segundo a polícia, Ronaldo da Silva França, de 46 anos, foi o responsável por entrar na gráfica e atirar contra o policial. O comparsa, Douglas Cabral de Oliveira, de 39 anos, teria ficado do lado de fora dando apoio à ação.
A investigação aponta que Francileide, de 56 anos, teria se comprometido a pagar R$ 200 mil pela execução do marido. Um dos envolvidos no crime teria apontado a participação dela no assassinato.
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De acordo com a polícia, um dia após a morte do policial, a mulher procurou a delegacia para iniciar os procedimentos relacionados à pensão e ao seguro da vítima.
Durante as primeiras investigações, Francileide chegou a ser presa em flagrante após ser encontrada na casa de um dos suspeitos com uma arma de fogo. Na ocasião, ela foi liberada pela Justiça por falta de provas.
Agora, mais de um ano depois do crime, a viúva voltou a ser presa em Guarulhos, na Grande São Paulo, por agentes do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOI).
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Segundo a investigação, antes da execução, Francileide teria tentado matar o marido colocando chumbinho na comida dele. A polícia afirma que, após a tentativa frustrada, ela teria encomendado o assassinato.
O atirador e o comparsa também estão presos. A Polícia Civil segue investigando o caso.
