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Carlos Wizard se associa à Veek, alvo de investigação do MPRJ

Sobre contrato de R$ 21 milhões

3 min

22/09/2026 19:11 • Atualizado há 31 dias

Carlos Wizard se associa à Veek, alvo de investigação do MPRJ

Ministério Público apura possíveis irregularidades em contratação da Fundação Cecierj para distribuição de chips de internet. Investigação estima possível prejuízo de até R$ 14,5 milhões.

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O empresário Carlos Wizard anunciou recentemente uma associação com a Veek Tecnologia S.A., empresa de telefonia móvel que é alvo de uma investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) relacionada a um contrato de R$ 21,24 milhões firmado com a Fundação Cecierj.

Em publicações nas redes sociais, Wizard aparece ao lado de representantes da Veek e apresenta o projeto “Veek Wizard”, com a promessa de oferecer internet gratuita em todo o Brasil. Em uma das imagens divulgadas, o empresário afirma: “Logo você conhecerá a VEEK e nunca mais pagará a conta de celular.”

O anúncio ocorre enquanto o Ministério Público mantém em andamento uma investigação sobre a contratação da Veek pelo governo fluminense.

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Inquérito apura contrato de R$ 21,2 milhões

O caso é objeto do Inquérito Civil MPRJ nº 2024.00037517, instaurado pela 7ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania da Capital.

Segundo documento oficial do MPRJ, a investigação tem como objeto possíveis irregularidades na celebração do Contrato nº 025/2023, firmado entre a Fundação Cecierj e a Veek Tecnologia S.A. O contrato tinha valor de R$ 21.240.000 e foi celebrado por inexigibilidade de licitação.

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O próprio Ministério Público classificou o procedimento na área de patrimônio público, tendo como objeto as possíveis irregularidades na celebração do contrato. A classificação como inquérito civil, contudo, não representa uma conclusão de que a empresa ou seus responsáveis tenham cometido fraude ou improbidade. O objetivo do procedimento é justamente apurar os fatos.

177 mil chips previstos

O contrato estava relacionado à disponibilização de chips de internet para estudantes e integrantes de programas educacionais vinculados à Cecierj.

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O problema identificado pelo Ministério Público envolve, entre outros pontos, a diferença entre a quantidade de chips prevista e a quantidade efetivamente distribuída.

Segundo informações divulgadas em abril de 2026, aproximadamente 177 mil chips estavam previstos, mas somente cerca de 31 mil teriam sido entregues. Entre os dispositivos distribuídos, menos da metade teria sido ativada pelos usuários.

A partir dos dados analisados na investigação, o MPRJ estima que o possível prejuízo aos cofres públicos possa chegar a R$ 14,5 milhões. A estimativa, porém, ainda está inserida no contexto de uma investigação.

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O Ministério Público também apura a justificativa utilizada pela Cecierj para a contratação e a eventual responsabilidade dos agentes públicos envolvidos.

Investigação continua em 2026

A apuração não foi encerrada. Em maio de 2026, o próprio MPRJ publicou ato comunicando a prorrogação do prazo de tramitação do processo MPRJ nº 2024.00037517, indicando que o inquérito continuava em andamento mais de um ano depois de sua instauração para apuração da responsabilidades dos envolvidos.

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Assim, Wizard anuncia sua associação com a Veek, enquanto a empresa continua relacionada a um procedimento investigatório do Ministério Público sobre um contrato milionário celebrado com uma fundação pública estadual.

Procurados para comentar a associação de Wizard, os responsáveis pela empresa não retornaram até o final desta edição.