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Chuva aumenta risco de desabamento? Veja sinais de alerta em lajes

Especialistas apontam que infiltrações e falta de vistorias periódicas aumentam o risco de acidentes em edifícios de SP

2 min

24/09/2026 06:10 • Atualizado há 1 hora

Com o aumento do volume de chuvas em várias cidades, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, a atenção à manutenção dos imóveis deve ser redobrada. Incidentes recentes na capital paulista — como a queda de uma marquise na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros, e o desabamento de uma laje que resultou na morte de um idoso de 74 anos em Guaianases, na zona leste — colocam em evidência os riscos associados à falta de conservação dessas estruturas.

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Segundo engenheiros civis, o concreto pode parecer sólido, mas perde resistência ao longo do tempo. No Instituto Mauá de Tecnologia, o curso de Engenharia Civil aborda a patologia das construções para diagnosticar falhas que comprometem a segurança.

O acúmulo de água da chuva é um dos principais fatores de risco. Em uma marquise de três por três metros, por exemplo, apenas dez centímetros de água acumulada representam um acréscimo de quase uma tonelada de peso sobre a laje. Esse peso extra, somado à umidade e à corrosão das barras de ferro internas, funciona como um gatilho para o colapso estrutural. Como a maioria das marquises é projetada sem pilares de sustentação na ponta, a falha no ponto de fixação pode provocar uma queda brusca e sem aviso prévio.

Sinais de alerta para síndicos e moradores

Especialistas lembram que qualquer pessoa pode identificar indícios de que o imóvel precisa de reparos urgentes. Entre os principais sinais de alerta estão:

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  • Fissuras ou rachaduras, especialmente na parte superior junto à parede;
  • Manchas de umidade, infiltrações e gotejamento constante;
  • Desnivelamento visível, dando a impressão de que a estrutura está cedendo;
  • Concreto descascando com exposição de ferragens e pontos de corrosão.

A periodicidade das vistorias é regulamentada para evitar tragédias: prédios novos devem passar por avaliações a cada cinco anos, enquanto edificações com mais de 50 anos exigem manutenção anual. O acompanhamento técnico com um engenheiro é fundamental para garantir a estabilidade e a segurança de quem transita e habita os edifícios.

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