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Entenda mudanças no teste do bafômetro no Rio de Janeiro

Aparelho passivo faz triagem rápida pela fala sem gerar multa imediata aos condutores

2 min

03/09/2026 11:35 • Atualizado há 6 horas

Entenda mudanças no teste do bafômetro no Rio de Janeiro

As operações da Lei Seca no Rio de Janeiro iniciaram a fase de testes de um novo equipamento de fiscalização de alcoolemia para agilizar as abordagens no trânsito fluminense.

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O dispositivo consiste em um teste passivo realizado antes do bafômetro tradicional. Os agentes posicionam o aparelho próximo ao motorista, e o mecanismo capta indícios de ingestão de bebidas alcoólicas diretamente pela fala do condutor.

A triagem inicial dispensa o sopro imediato. Quando o equipamento não identifica nenhuma alteração no ar expelido, a equipe de fiscalização libera o condutor com rapidez e confere dinamismo à blitz.

Novas regras do Contran padronizam triagem e teste ativo

A adoção do etilômetro passivo decorre da atualização nas regras operacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A Resolução nº 1.031/2026, publicada pelo órgão em agosto de 2026, normatizou o procedimento técnico em âmbito operacional.

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O valor das penalidades financeiras e a política de tolerância zero presentes no Código de Trânsito Brasileiro permanecem intactos. O teste preliminar funciona estritamente como triagem e não gera aplicação direta de autuação.

A confirmação legal da infração continua vinculada ao procedimento convencional. Se o aparelho passivo apontar vestígios de consumo etílico, os agentes encaminham o condutor para o bafômetro tradicional com bocal, instrumento de teste ativo dotado de validade jurídica para lavrar a penalidade.

Regulamentação prevê reteste e abre espaço para drogômetros

A determinação do Contran definiu parâmetros técnicos para a aplicação de reteste durante as abordagens. O mecanismo impede autuações indevidas causadas pela presença de álcool residual no trato bucal.

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Produtos de higiene bucal, enxaguantes com base alcoólica e certos alimentos podem provocar falsos positivos passageiros. O procedimento de contraprova garante a checagem técnica e protege o motorista abordado de equívocos materiais imediatos.

O texto normativo publicado pelo conselho também estabeleceu as bases regulatórias para a inclusão futura de equipamentos voltados à detecção de substâncias psicoativas adicionais nas vias públicas, conhecidos como drogômetros.

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