Entenda mudanças no teste do bafômetro no Rio de Janeiro
Aparelho passivo faz triagem rápida pela fala sem gerar multa imediata aos condutores

As operações da Lei Seca no Rio de Janeiro iniciaram a fase de testes de um novo equipamento de fiscalização de alcoolemia para agilizar as abordagens no trânsito fluminense.
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O dispositivo consiste em um teste passivo realizado antes do bafômetro tradicional. Os agentes posicionam o aparelho próximo ao motorista, e o mecanismo capta indícios de ingestão de bebidas alcoólicas diretamente pela fala do condutor.
A triagem inicial dispensa o sopro imediato. Quando o equipamento não identifica nenhuma alteração no ar expelido, a equipe de fiscalização libera o condutor com rapidez e confere dinamismo à blitz.
Novas regras do Contran padronizam triagem e teste ativo
A adoção do etilômetro passivo decorre da atualização nas regras operacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A Resolução nº 1.031/2026, publicada pelo órgão em agosto de 2026, normatizou o procedimento técnico em âmbito operacional.
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O valor das penalidades financeiras e a política de tolerância zero presentes no Código de Trânsito Brasileiro permanecem intactos. O teste preliminar funciona estritamente como triagem e não gera aplicação direta de autuação.
A confirmação legal da infração continua vinculada ao procedimento convencional. Se o aparelho passivo apontar vestígios de consumo etílico, os agentes encaminham o condutor para o bafômetro tradicional com bocal, instrumento de teste ativo dotado de validade jurídica para lavrar a penalidade.
Regulamentação prevê reteste e abre espaço para drogômetros
A determinação do Contran definiu parâmetros técnicos para a aplicação de reteste durante as abordagens. O mecanismo impede autuações indevidas causadas pela presença de álcool residual no trato bucal.
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Produtos de higiene bucal, enxaguantes com base alcoólica e certos alimentos podem provocar falsos positivos passageiros. O procedimento de contraprova garante a checagem técnica e protege o motorista abordado de equívocos materiais imediatos.
O texto normativo publicado pelo conselho também estabeleceu as bases regulatórias para a inclusão futura de equipamentos voltados à detecção de substâncias psicoativas adicionais nas vias públicas, conhecidos como drogômetros.
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