Médico é preso em Vila Velha suspeito de abusar de adolescentes em consulta
Alunas de 17 anos denunciaram assédio durante exames médicos obrigatórios para torneio escolar
Um médico de 63 anos foi preso em flagrante dentro de uma unidade de saúde em Vila Velha, no Espírito Santo, suspeito de abusar sexualmente de pacientes adolescentes durante as consultas. O caso ocorreu nesta sexta-feira (25).
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Prisão em flagrante na unidade de saúde
O ortopedista Augusto Henrique dos Santos Moraes, que atuava como médico da saúde da família na unidade há cerca de três anos, foi detido pela Guarda Municipal após denúncias feitas por um grupo de alunas do ensino médio. As estudantes haviam ido ao local para realizar exames médicos obrigatórios exigidos para a participação em um torneio de jogos da Secretaria Estadual de Educação.
De acordo com o relato de uma das vítimas, de 17 anos, o profissional teria passado as mãos em suas partes íntimas e em seu corpo durante o atendimento no consultório. A jovem afirmou ter ficado paralisada e sem reação no momento da conduta. Após o ocorrido, ela relatou a situação à coordenadora da escola, o que resultou na acionamento da Guarda Municipal e na prisão do suspeito.
Outros relatos e posicionamento oficial
Outras adolescentes atendidas pelo médico também relataram episódios de assédio verbal. As estudantes compareceram à unidade de saúde desacompanhadas de autoridades escolares e sem a comunicação prévia aos pais.
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Em nota oficial, a Secretaria de Educação esclareceu que o exame médico é obrigatório para as atividades esportivas e informou que as alunas procuraram o posto de atendimento fora do horário de aula. A instituição de ensino destacou que prestou apoio integral às vítimas. O suspeito permanece preso e responderá pelo crime de violação sexual mediante fraude.
Campanha A Band Não Se Cala
O Grupo Bandeirantes lançou a campanha "A Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.
A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.
