PF mira prefeito do ES que falou em demitir 700 se governador perder
Lastênio Cardoso (MDB), de Baixo Guandu, foi afastado do cargo pela Justiça Eleitoral

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Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (19) a Operação 1932, que tem como alvo o prefeito de Baixo Guandu (ES), Lastênio Cardoso (MDB), suspeito de coação eleitoral. A Justiça Eleitoral suspendeu o prefeito do cargo e o proibiu de acessar as dependências da prefeitura. A investigação começou após a divulgação de um vídeo em que Lastênio afirma que a administração poderia ter de demitir "talvez umas 700 pessoas" caso o governador Ricardo Ferraço (MDB) não seja reeleito.
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Candidato ao governo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) reagiu à operação. "Ninguém pode ter o emprego ameaçado por causa do voto. O servidor público trabalha para a população, não para um grupo político. O capixaba vai votar no dia 25 com liberdade e sem medo", afirmou.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de busca pessoal, autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo após parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral. Materiais de campanha foram apreendidos para perícia. O caso é investigado como coação eleitoral praticada por servidor público e uso de serviços públicos em benefício de organização política, crimes previstos no Código Eleitoral.
A fala do prefeito ocorreu na esteira da mobilização do grupo governista após o primeiro turno, em que Pazolini obteve 49,65% dos votos válidos, contra 34,06% de Ferraço.
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Para Pazolini, o episódio mostra o tom da reta final. "Quem tem proposta não precisa de ameaça. Nosso compromisso é valorizar o servidor e garantir que nenhuma obra ou serviço seja usado como moeda eleitoral", disse.
