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Justiça conclui inquérito sobre sequestro e morte de menina em MG

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu as investigações sobre o sequestro e a morte de Evellyn Jasmim, de 8 anos, ocorrido em junho de 2023, no município de

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31/08/2026 19:32 • Atualizado há 16 horas

Justiça conclui inquérito sobre sequestro e morte de menina em MG

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu as investigações sobre o sequestro e a morte de Evellyn Jasmim, de 8 anos, ocorrido em junho de 2023, no município de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso, que resultou em um triplo homicídio, teve a dinâmica detalhada em entrevista coletiva após três anos de apurações que percorreram cinco Estados e somaram mais de 18 mil quilômetros rodados.

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O inquérito apontou que a ordem para raptar Katlyn Lorrayne Oliveira, de 29 anos, mãe da criança, partiu de seu ex-marido, um traficante com extensa ficha criminal que cumpre pena na Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, em Minas Gerais. Segundo o delegado Murilo Ribeiro, o investigado utilizava um aparelho celular de dentro do estabelecimento prisional para monitorar o veículo da vítima com um rastreador e planejar o crime por inconformismo com o fim do relacionamento.

A dinâmica do crime e o assassinato da criança

De acordo com a investigação policial, três criminosos chegaram ao local em um carro alugado um dia antes, com as placas suprimidas e insulfilm. Sheila Gonçalves permaneceu no veículo, enquanto Alex de Almeida e Marcus Vinícius Evangelista entraram no salão de beleza onde Katlyn e a filha estavam. A cabeleireira Ana Rachel Brito, de 32 anos, dona do estabelecimento e amiga da família, tentou impedir a ação e foi golpeada com um martelo, sendo colocada quase sem vida no carro junto com Katlyn e a criança.

Durante o trajeto, ao passarem por uma companhia da Polícia Militar, Katlyn pulou do veículo em um ato de desespero. Os criminosos retornaram, efetuaram vários disparos e a mataram no meio da rua. O corpo de Ana Rachel também foi encontrado com marcas de tiros dentro do automóvel abandonado em uma rodovia. A menina de 8 anos foi levada viva para um sítio e mantida em cárcere privado, mas acabou sendo executada porque conhecia os autores e chamava uma das investigadas de "tia".

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Próximos passos e prisões

O delegado Murilo Ribeiro explicou que a decisão de matar a menina foi tomada pelos criminosos para evitar que fossem descobertos. O corpo da criança foi descartado em uma área de mata e ainda não foi localizado, embora técnicas investigativas e depoimentos tenham confirmado o homicídio e apontado que o investigado Marcos, assassinado pouco mais de um ano depois do crime, foi o responsável por colocar o corpo no local utilizando uma lona.

O mandante do crime segue recluso na penitenciária de segurança máxima, onde teve o celular apreendido pela polícia. Alex de Almeida foi capturado no estado de São Paulo e Sheila Gonçalves também permanece presa.

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