Cenipa aponta motivos de queda de helicópteros dos Bombeiros em Ouro Preto
O mau tempo e decisões operacionais contribuíram para a queda do helicóptero Arcanjo 4

Reprodução
O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou que o mau tempo e decisões operacionais contribuíram para a queda do helicóptero Arcanjo 4, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que matou seis pessoas em Ouro Preto, em outubro de 2024. O documento foi divulgado nessa quarta-feira (28).
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Segundo a investigação, a aeronave decolou com visibilidade horizontal estimada em 180 metros, abaixo do mínimo de um quilômetro exigido para a operação. A decisão de iniciar o voo nessas condições e a avaliação inadequada dos riscos foram apontadas como fatores contribuintes para o acidente.
De acordo com a Cenipa, o helicóptero manteve uma trajetória de subida após a decolagem, mas entrou em uma área de condições meteorológicas cada vez mais desfavoráveis. Cerca de 30 segundos após a decolagem, a tripulação perdeu o contato visual com o solo. Aos 56 segundos, o helicóptero atingiu uma área rochosa na Serra do Amolar.
Antes do acidente, a equipe retornava de uma ocorrência envolvendo um avião monomotor. Com a piora do tempo, o comandante chegou a solicitar transporte terrestre para parte da tripulação, mas a aeronave acabou decolando.
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O relatório também identificou possíveis fragilidades no treinamento e na organização do trabalho. Os pilotos não haviam participado do último ciclo de capacitação em gerenciamento de recursos da tripulação, realizado em 2023. A investigação ainda apontou que não havia evidências da implementação efetiva do sistema de gerenciamento de riscos exigido para a unidade.
O Cenipa identificou ainda que os pilotos acumulavam funções operacionais e administrativas. Havia relatos de que o comandante apresentava sinais compatíveis com possível estafa nos dias anteriores ao acidente. No entanto, fatores como fadiga e sobrecarga de trabalho foi considerada indeterminada, sem confirmação do grau de influência no acidente.
Após a queda, os Bombeiros adotaram medidas como reorganização das escalas, revisão de procedimentos e reforço dos treinamentos.
