Coordenadora regional do DER-MG é presa suspeita de receber propina
A prisão foi cumprida pela Polícia Militar em conjunto com o Ministério Público (MPMG)

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Uma servidora do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) deu entrada no sistema prisional na tarde de quinta-feira (15) em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ela foi presa preventivamente em investigação que apura suspeitas de favorecimento a uma loteadora, além de crimes de falsidade ideológica, sonegação de documento, advocacia administrativa e corrupção. A servidora está à disposição da Justiça na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga.
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A prisão foi cumprida pela Polícia Militar em conjunto com o Ministério Público (MPMG). Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência da investigada, bem como apreensão do computador funcional utilizado por ela no DER-MG.
Segundo as investigações, um grupo empresarial do ramo de loteamentos deveria construir um trevo na rodovia LMG-503 como condição para implantar um empreendimento em Uberlândia. Como a obra não foi executada no prazo, o município acionou a Justiça para exigir o cumprimento da obrigação.
As apurações apontam que, em outubro de 2023, Patrícia assinou um ofício que conferia aparência de regularidade a um projeto alternativo de acesso à rodovia, embora ele ainda não tivesse sido aprovado pelo DER-MG. No dia seguinte, a empresa apresentou o documento em uma audiência judicial, e o material teria embasado um acordo que alterou a obrigação viária original.
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O caso começou a ser investigado pelo MPMG e, em junho deste ano, ao solicitar a íntegra dos processos administrativos ao DER-MG, o órgão recebeu apenas parte dos documentos. O envio incompleto teria sido determinado pela própria servidora, o que levou à abertura de um procedimento investigatório criminal.
Em nota, a defesa de Patrícia informou que ela está afastada das funções no DER-MG por decisão judicial desde o fim de setembro e que não identificaram elementos que justifiquem a prisão. A defesa apresentou argumentos e pedidos às autoridades judiciais competentes e diz que confia no direito de a servidora responder ao processo em liberdade.
