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Juri de chacina em festa infantil terá esquema especial

Oito réus, 54 testemunhas, 25 advogados, quatro assistentes de acusação e representantes do Ministério Público de Minas

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09/10/2026 15:58 • Atualizado há 7 horas

Juri de chacina em festa infantil terá esquema especial

Oito réus, 54 testemunhas, 25 advogados, quatro assistentes de acusação e representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) estarão na estrutura especial preparada pela Justiça para uma das maiores sessões de júri popular já realizadas em Belo Horizonte para o julgamento do caso conhecido como “Chacina de Ribeirão das Neves” que irá começar em 23 de novembro e deve durar cerca de dez dias.

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Segundo informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), um plenário será readaptado no Fórum Cível e Fazendário de Belo Horizonte, na avenida Raja Gabaglia, para receber o julgamento. Também foi planejado um esquema especial de segurança e logística, com reforço policial e de escolta, controle de acesso e medidas para garantir a segurança de acusados, jurados, testemunhas, vítimas, advogados e demais participantes.

Para a formação do Conselho de Sentença, foram convocadas 120 pessoas, das quais sete serão sorteadas para atuar como jurados durante o julgamento. A Justiça também prevê a possibilidade de participação por videoconferência em situações específicas. A quantidade de envolvidos e a previsão de uma sessão prolongada exigiram planejamento para acomodação, circulação e segurança dos participantes.

O crime ocorreu em maio de 2024, durante uma festa de aniversário de uma criança de nove anos, no bairro Areias de Baixo, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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Segundo o processo, dois homens armados invadiram o local e atiraram contra os convidados. Três pessoas morreram e outras seis ficaram feridas. Entre os mortos estão Felipe Júnior Moreira Lima, de 26 anos, apontado como alvo do ataque; o filho dele, Heitor Felipe Moreira de Oliveira, e a prima da criança, Layza Manuelly de Oliveira, de 11 anos. Heitor era jogador das categorias de base do Atlético-MG e do América.

O MPMG sustenta que o ataque teria sido motivado por disputas relacionadas ao tráfico de drogas. O julgamento estava previsto para ocorrer em Ribeirão das Neves, em abril deste ano, mas foi transferido mas foi transferido para Belo Horizonte para garantir a imparcialidade dos jurados.