Minas Gerais registra alta de desaparecimentos
Dados oficiais revelam que o estado ocupa a segunda posição nacional em registros nos primeiros meses de 2026
Minas Gerais ocupa o segundo lugar entre os estados brasileiros com o maior volume de pessoas desaparecidas, conforme dados divulgados pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Somente nos primeiros seis meses de 2026, o território mineiro contabilizou 4.864 registros de desaparecimento. O cenário traz à tona o drama de famílias que convivem com a incerteza e buscam respostas sobre o paradeiro de parentes.
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O drama é ilustrado pela operadora de caixa Laura Mourão, que busca pela irmã desde o desaparecimento registrado em 2024. Já são mais de dois anos desde a última vez em que ela foi vista na Avenida Antônio Carlos, em Belo Horizonte. Histórias como essa motivam a criação de redes de apoio entre parentes de desaparecidos para compartilhar experiências, dividir a dor e encontrar forças para continuar as buscas.
Grupos vulneráveis e os riscos no ambiente digital
Entre os registros contabilizados pelas autoridades policiais, crianças, adolescentes e idosos figuram entre os grupos que exigem atenção especial. Doenças cognitivas frequentes na terceira idade podem fazer com que idosos fiquem desorientados e se afastem de casa sem rumo.
No caso dos jovens, a proporção é alarmante: a cada quatro desaparecimentos, um envolve um adolescente. Especialistas apontam que a fragilidade emocional característica dessa fase, somada ao contato com desconhecidos por meio das redes sociais, aumenta consideravelmente os riscos de cooptação e aliciamento criminoso.
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Outros grupos também apresentam vulnerabilidade acentuada, como mulheres em contexto de violência doméstica e motoristas de aplicativo. A recomendação das forças policiais é manter familiares informados sobre horários, contatos e trajetos diários para facilitar a identificação precoce de qualquer situação de risco.
