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Pacientes aguardam atendimento na UPA Centro-Sul, em BH, deitados no chão

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que as UPAs trabalham com uma classificação de risco, que pode impactar o tempo

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05/11/2026 14:01 • Atualizado há 1 hora

Pacientes aguardam atendimento na UPA Centro-Sul, em BH, deitados no chão

Reprodução

Vídeos enviados à Band Minas nesta quarta-feira (4) mostram pacientes deitados no chão, enrolados em lençóis e cobertores, na UPA Centro-Sul, no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte. Segundo a denunciante, a superlotação provocou a falta de leitos e macas, e a situação, registrada durante a madrugada, continuou ao longo do dia, com pacientes também acomodados em cadeiras de plástico.

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A denunciante conta que o pai, de 65 anos, diagnosticado com Parkinson há 13 anos, foi encaminhado à unidade na terça-feira (3), depois que um exame apontou o nível de potássio no sangue abaixo do normal. O médico que o acompanhava no Centro de Especialidades Médicas orientou que ele procurasse a UPA para receber a medicação pela veia, devido à gravidade do quadro.

Ainda segundo o relato, o idoso passou a noite na unidade sem conseguir uma vaga em um leito adequado. A família levou cobertor e travesseiro para que ele pudesse se acomodar, mas ele acabou ficando deitado no chão durante a madrugada. Um leito improvisado só teria sido disponibilizado perto do amanhecer.

Na manhã desta quarta, quando a filha chegou para substituir a mãe, havia duas pessoas deitadas no chão e outras duas nas cadeiras. Ao longo do dia, chegou a quatro pacientes no chão. Por volta das 14h30, um homem chegou passando mal e precisou se deitar no chão por falta de espaço.

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Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) esclarece que muitos usuários que procuram a UPA Centro-Sul e optam por ficar no chão, apesar de todas as orientações da equipe de enfermagem para ficarem nas cadeiras. Macas são destinadas aos pacientes que necessitam de cuidados em leito de observação.

E que nesta quarta a UPA Centro-Sul, que conta com escala médica completa, com 10 médicos no plantão, apresentou alta demanda por atendimento, Durante todo o dia, foram atendidos 154 pacientes, sendo 127 classificados como verde, ou seja, não urgentes.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que as UPAs trabalham com uma classificação de risco, que pode impactar o tempo de espera dos casos de menor gravidade, classificados como verdes.

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