Professores de escolas particulares mantêm greve por tempo indeterminado
A paralisação havia sido aprovada pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas) durante assembleia

Os professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região decidiram manter a greve por tempo indeterminado durante assembleia realizada nesta sexta-feira (18). A paralisação havia sido aprovada pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas) durante assembleia na quarta (16), com a participação de cerca de 500 docentes.
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A nova reunião desta sexta começou por volta das 9h30 e contou com a participação de mais de 700 professores de dezenas de instituições de BH e região, que voltaram a rejeitar a proposta patronal de dividir a atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) em dois documentos, um para a educação básica e outro para o ensino superior.
Para os professores, a mudança pode enfraquecer a negociação coletiva e ameaçar direitos já conquistados, como férias coletivas, adicional extraclasse, bolsas de estudos e isonomia salarial. A categoria defende ainda a renovação da atual Convenção sem alterações, além do reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 3,77%.
De acordo com a presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, a categoria permanece aberta às negociações. “Desde o início, a categoria tem se mostrado aberta ao diálogo. Mas o patronal não quer negociar. Eles querem impor essa condição, que é extremamente prejudicial à categoria”, afirmou.
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Nessa quinta (17), representantes do Sinpro Minas e do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) se reuniram para tentar avançar nas negociações.
Em nota publicada na quarta e enviada à Band Minas na quinta, o Sinepe-MG afirmou que reconhece e respeita o direito de greve, mas ressaltou que a paralisação deve cumprir os requisitos estabelecidos por lei, entre eles a comunicação com antecedência de 48 horas. Na noite de quarta, o sindicato patronal ingressou com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) questionando a legalidade da greve.
Uma audiência de mediação no TRT está marcada para segunda-feira (21), às 14h30, para discutir a situação. Já na terça (22), uma nova assembleia do Sinpro Minas será realizada às 9h30, no auditório da Fundac para avaliar a continuidade da greve.
