Mulher que fingiu ser criança tem prisão domiciliar concedida em SC
Amanda Maria Sousa de Oliveira, a mulher presa após fingir ser criança e extorquir uma família, teve prisão domiciliar concedida com o uso de tornozeleira
Amanda Maria Sousa de Oliveira, a mulher presa após fingir ser criança e extorquir uma família, teve prisão domiciliar concedida com o uso de tornozeleira eletrônica pela Vara de Execuções Penais de Joinville, em Santa Catarina.
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A decisão foi tomada pela falta de vagas no o regime semi-aberto. Apesar da determinação, a mulher seguirá no presídio de Joinville. Isso acontece por conta de um outro mandado de prisão emitido no Rio Grande do Sul.
Amanda está presa a mais de 100 dias. Ela foi condenada a uma pena de um ano e dez meses por falsa identidade e extorsão.
A reportagem da Band entrou em contato com a defesa da criminosa, que preferiu não comentar sobre a situação.
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Relembre o caso
Amanda foi presa em junho após viver por 14 meses como filha adotiva na casa de uma família, em Joinville, no norte de Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil, a suspeita, que usava o nome falso de "Gabriele", fingia ser autista para receber cuidados especiais da família.
Ela já tinha passagens por outros golpes e foi presa em flagrante. Amanda chegou a ganhar uma festa de aniversário quando supostamente teria completado 12 anos.
A prisão foi efetuada na residência das vítimas, localizada no distrito de Pirabeiraba, onde a investigada já morava como se fosse membro da família, sendo tratada como “filha”. Para sustentar o disfarce ao longo desse período e ganhar a confiança da família, a mulher alegava falsamente ser portadora de autismo e de outras condições clínicas.
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Ela justificava sua aparência física adulta argumentando que seus traços eram decorrentes do uso forçado de hormônios durante a infância, quando teria sido obrigada pelo pai a se prostituir. Os hormônios seriam para que ela tivesse aparência mais adulta e não despertasse suspeita de prostituição infantil.
Além disso, a suspeita mantinha comportamentos infantilizados, utilizando de forma rotineira chupetas, mamadeiras e brinquedos infantis. À família, ela disse que era natural do Pará e tinha fugido de casa após sofrer maus tratos. Com pena, os familiares providenciaram um quarto decorado com temas infantis. Ela chegou a receber, a seu pedido, doses de um medicamento caro para emagrecer.
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