PMs são denunciados pela morte de médica no Rio de Janeiro
Agentes tiveram afastamento de suas funções e foram proibidos de seguirem com o porte de armas.
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou dois policias militares pelo homícidio de uma médica oncológica. No assassinato, que aconteceu em março deste ano, eles teriam confundido o carro da vítima com o de um criminoso e acabaram disparando contra o veículo.
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Os dois PMs tiveram afastamento de suas funções e foram proibidos de seguirem com o porte de armas.
Relembre o caso
Andréia Marins Dias, cirurgiã oncológica com mais de 30 anos de atuação na área da saúde, morreu após ser baleada durante uma perseguição policial na noite de um domingo (15/03), no bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Segundo informações da Polícia Militar, os agentes haviam recebido a denúncia de que um carro com características semelhantes ao da médica estaria sendo utilizado por criminosos para cometer roubos e furtos na região.
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Durante patrulhamento, os policiais localizaram um veículo que correspondia à descrição informada. Ao se aproximarem, os agentes disseram que houve tentativa de abordagem, mas o carro seguiu em movimento, dando início a uma perseguição que terminou em troca de tiros.
Após a ação, Andréia foi encontrada dentro do próprio veículo, baleada. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Médica tinha carreira dedicada à saúde da mulher
Andréia Marins Dias era uma profissional reconhecida na área da oncologia e tinha mais de três décadas de experiência na medicina. Ela atuava principalmente no tratamento de câncer e na promoção da saúde da mulher.
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Entre os temas que abordava com frequência estavam a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.
De acordo com relatos de pessoas próximas, Andréia havia ido visitar os pais, ambos idosos, e estava deixando o local no momento em que a perseguição policial ocorreu.
