Polícia apura morte de mulher de PM em SP; família contesta suicídio
Larissa Morato, de 29 anos, foi achada sem vida no banheiro da residência; marido PM aponta autoexecução

A Polícia Civil investiga a morte de Larissa da Cruz Morato, de 29 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro de casa na manhã desta segunda-feira, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O marido da vítima, um soldado da Polícia Militar identificado como Vinícius, declarou que a mulher tirou a própria vida, mas parentes contestam a versão e apontam suspeita de feminicídio.
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A ocorrência foi registrada por volta das 11h. De acordo com informações da Polícia Militar, o agente afirmou ter encontrado a esposa caída no banheiro logo após entrar no imóvel, com a arma funcional sobre o corpo.
Familiares da jovem rebatem a tese apresentada pelo companheiro. Em depoimento, parentes afirmaram que Larissa amava a vida e mantinha inclusive intervenções estéticas agendadas para o fim deste mês, quando pretendia colocar próteses de silicone.
Segundo os relatos da família, a mulher mantinha uma convivência conturbada com o parceiro e havia retomado a união há cerca de um mês, após um período de rompimento. Durante o afastamento, parentes chegaram a alugar e mobiliar uma residência própria para ela.
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Em razão do pouco tempo no novo endereço, vizinhos relataram que ainda não conheciam a rotina dos moradores. A investigação, contudo, ouviu o relato de uma testemunha considerada chave: a irmã do policial militar, que estava na casa durante a manhã.
A mulher declarou em depoimento que presenciou uma discussão áspera entre o casal pouco antes do disparo. O motivo do conflito era justamente a decisão da vítima de romper o relacionamento conjugal.
Horas antes de ser achada sem vida, Larissa também fez contato telefônico com a própria mãe. Na conversa, a jovem comunicou a decisão final de encerrar o casamento, afirmando que a relação não tinha condições de seguir adiante.
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Diante das contradições nos relatos e dos indícios coletados no local, a Polícia Civil registrou a ocorrência como morte suspeita, e não como suicídio. Os policiais recolhem gravações de câmeras de segurança instaladas no bairro para checar a movimentação no entorno.
Os aparelhos celulares de Larissa e do marido foram apreendidos para perícia técnica. A equipe do Instituto de Criminalística analisa mensagens de texto, registros de chamadas e áudios que possam ajudar a reconstruir as últimas horas do casal.
Os peritos também analisam a trajetória do disparo, a posição da arma e vestígios de pólvora para verificar se a dinâmica descrita pelo agente condiz com a cena do crime. Novos depoimentos de testemunhas e parentes estão previstos para os próximos dias.
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O episódio traz semelhanças com o caso da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta na residência do casal. Na época, o marido, também policial militar, sustentou a tese de suicídio, mas laudos da perícia comprovaram a ocorrência de feminicídio e o acusado foi preso.
