Polícia avança sobre rede ligada à morte de adolescente em rede social
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta terça-feira (4 de agosto) a segunda fase da Operação Lívia, que mira uma rede de violência digital

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta terça-feira (4 de agosto) a segunda fase da Operação Lívia, que mira uma rede de violência digital ligada à morte de uma adolescente transmitida na rede social Discord, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão na Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
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Em nota, a corporação afirma que esta etapa da operação busca avançar sobre a estrutura da rede relacionada a extremismo, misoginia, crueldade contra animais, coerção psicológica, automutilação, indução ao suicídio e à chamada "escravidão digital".
Foram expedidos seis mandados de busca e apreensão domiciliar e seis medidas cautelares voltadas à busca e apreensão de adolescentes, executadas pelas Polícias Civis da Bahia, do Distrito Federal, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de São Paulo, em apoio à investigação conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
O Ciberlab, da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP), presta apoio técnico à investigação, com análise de evidências digitais, produção de inteligência cibernética e identificação de conexões entre os investigados, além de auxiliar na localização de novos integrantes da rede.
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Material da 1ª fase ampliou alcance da operação
Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a análise de computadores, celulares e outras mídias apreendidos na primeira fase da Operação Lívia possibilitou o avanço das apurações e a identificação de novos envolvidos.
Entre esses alvos, estão administradores e moderadores das comunidades investigadas, que agora passam a ser foco das diligências realizadas em diferentes estados.
A corporação destaca que as evidências obtidas nos primeiros alvos permitiram identificar outros integrantes e avançar sobre diferentes níveis da estrutura criminosa, o que demonstra a evolução da investigação.
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Operação leva nome da vítima e mira rede de violência digital
Esta é a segunda fase da Operação Lívia, que recebe o nome da vítima que, segundo a polícia, tirou a própria vida em julho após ser induzida por participantes de um grupo na rede social Discord.
Ainda de acordo com as autoridades, a morte da adolescente foi transmitida em rede social, o que levou a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul a instaurar o inquérito e aprofundar as apurações sobre a atuação do grupo no ambiente virtual.
Desde o caso que deu origem à operação, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul centraliza a condução da investigação e compartilha informações com outras unidades da Federação, que apoiam o cumprimento de mandados e a identificação de suspeitos.
