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52% querem comprar imóvel no Brasil, mostra pesquisa

Estudo discutido no Dreamis Invest Day mostra interesse recorde pela compra de imóveis

3 min

22/10/2026 17:20 • Atualizado há 4 horas

52% querem comprar imóvel no Brasil, mostra pesquisa

João Carlos Tempski Filho e Gabriel Accetta participaram do Dreamis Invest Day, realizado pela Dreamis Incorporadora em Curitiba, com discussões sobre economia, crédito e mercado imobiliário.

Foto: Kenzo Higashi

Mais da metade dos brasileiros pretende comprar um imóvel, mas transformar esse desejo em uma aquisição continua sendo um desafio. Uma pesquisa da Brain Inteligência Estratégica apontou que 52% dos entrevistados tinham intenção de adquirir um imóvel no segundo trimestre de 2026. No mesmo levantamento, apenas 11% afirmaram ter realizado uma compra nos 12 meses anteriores.

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Os números foram tema das discussões sobre economia, crédito e comportamento dos consumidores durante o Dreamis Invest Day, evento realizado pela Dreamis Incorporadora nesta quinta-feira (22), na Casa Dreamis, em Curitiba.

O encontro contou com palestras de João Carlos Tempski Filho, economista, e Gabriel Accetta, profissional ligado ao grupo Valore Elbrus, que participaram da apresentação de perspectivas para o setor imobiliário brasileiro.

Interesse pela casa própria atinge recorde

De acordo com a Brain Inteligência Estratégica, a intenção de compra chegou ao maior patamar da série histórica, iniciada em 2019.

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O levantamento, realizado com 1.200 pessoas em diferentes regiões do Brasil, mostrou que o interesse pela aquisição de imóveis é especialmente elevado entre os mais jovens.

Entre os entrevistados da geração Z, com idades entre 21 e 28 anos, 67% manifestaram intenção de comprar um imóvel. Na Região Sul, o percentual geral de interessados chegou a 49%.

Outro dado chama a atenção: 68% dos interessados pretendem concretizar a compra em até dois anos.

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A pesquisa também mostra que o desejo de adquirir um imóvel nem sempre significa uma busca imediata. Entre os entrevistados, 38% pretendiam comprar, mas ainda não haviam começado a procurar. Outros 10% pesquisavam imóveis pela internet, enquanto 4% já realizavam visitas.

Os indicadores de intenção e de compra efetiva medem situações diferentes e não representam uma taxa direta de conversão. Ainda assim, ajudam a mostrar a distância entre o interesse pela casa própria e a concretização do negócio.

Juros e financiamento são obstáculos para compradores

O impacto dos juros sobre o financiamento imobiliário foi um dos assuntos abordados no material econômico apresentado durante o evento.

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Apesar da trajetória de redução da taxa básica de juros em 2026, o crédito continua caro para uma parcela das famílias brasileiras.

Segundo o Banco Central, a taxa Selic foi reduzida de 15% no início do ano para 13,75% ao ano em setembro.

Mesmo com a queda, o custo do financiamento, a renda necessária para aprovação do crédito e o valor da entrada continuam influenciando a decisão de compra.

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A própria Brain aponta que a capacidade de pagamento, as condições de crédito e a adequação dos imóveis às necessidades do consumidor ajudam a explicar por que nem toda intenção de compra se transforma em aquisição.

Famílias menores também mudam o mercado imobiliário

Outra transformação apresentada no Dreamis Invest Day está relacionada ao perfil da população brasileira.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, entre 2010 e 2022, o número de domicílios particulares permanentes ocupados cresceu aproximadamente 26% no Brasil, enquanto a população aumentou 6,5%.

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No mesmo período, a média de moradores por residência caiu de 3,3 para 2,8 pessoas.

Os números indicam que o crescimento da necessidade de moradias não depende apenas do aumento populacional. A formação de novos domicílios e a redução do número de moradores por residência também influenciam a demanda.

Esse cenário abre espaço para mudanças na construção de imóveis, com diferentes configurações de plantas, tamanhos de apartamentos e serviços oferecidos aos moradores.

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As transformações demográficas, associadas ao custo do crédito e ao poder de compra das famílias, estão entre os fatores que deverão influenciar o mercado imobiliário brasileiro nos próximos anos.

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