Abrabar critica cancelamento de festas e cobra planejamento no Paraná
Entidade questiona decisões de prefeituras após suspensão de eventos em Fazenda Rio Grande, Tamandaré e Curiúva

Foto: PMFRG arquivo
A sequência de cancelamentos de festas e eventos em municípios do Paraná provocou críticas do setor de entretenimento. A Abrabar cobra mais planejamento, transparência na aplicação dos recursos públicos e esclarecimentos sobre os compromissos assumidos com empresas, fornecedores e trabalhadores.
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Entre os eventos cancelados estão a ExpoFazenda 2026, em Fazenda Rio Grande, a Festa do Morango, em Almirante Tamandaré, e a FESCAETÊ, em Curiúva. As prefeituras apresentaram justificativas que envolvem riscos climáticos, dificuldades financeiras e problemas com a liberação de recursos.
A entidade questiona os impactos econômicos dessas decisões, principalmente para empresas e profissionais que já haviam se preparado para trabalhar nos eventos.
Cancelamentos em três cidades do Paraná
Em Fazenda Rio Grande, a Prefeitura cancelou a ExpoFazenda, prevista para dezembro, citando riscos climáticos. Os recursos serão redirecionados para saúde e infraestrutura.
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Em Almirante Tamandaré, a Festa do Morango, programada para novembro, também foi cancelada. A administração municipal apontou riscos de tempestades, situação de emergência e incertezas financeiras.
Já em Curiúva, o cancelamento da FESCAETÊ ocorreu após a Prefeitura informar que um convênio estadual de R$ 500 mil não foi assinado dentro do prazo necessário.
Nota da Abrabar: setor questiona decisões
Em posicionamento apresentado pelo setor, Fábio Aguayo, presidente da Feturismo e do Sindiprom, questiona a previsibilidade dos recursos e os efeitos dos cancelamentos sobre a economia.
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"Por trás de cada evento existem empresas contratadas, trabalhadores mobilizados, fornecedores, prestadores de serviços, investimentos realizados e compromissos assumidos com antecedência. Quando uma programação é cancelada, os prejuízos não ficam restritos aos organizadores. Toda uma cadeia econômica é atingida", afirma Aguayo.
O dirigente defende que as decisões considerem a segurança da população, mas também os compromissos financeiros e os impactos sobre os trabalhadores.
A posição apresentada pelo setor é de que os cancelamentos precisam ser acompanhados de explicações claras sobre os recursos disponíveis, os contratos e as alternativas consideradas pelas administrações municipais.
