Adolescentes ao volante elevam número de acidentes nas BRs
PRF registra mais de 300 ocorrências com condutores de 12 a 17 anos só no primeiro semestre

Um casal que seguia de moto morreu atropelado por uma caminhonete conduzida por um adolescente de 17 anos, que dirigia embriagado, na manhã de 18 de agosto de 2026, em Goiânia; no Paraná, outra jovem ficou gravemente ferida após ser atingida por um carro guiado também por um menor de idade, casos que reforçam o alerta de autoridades para o aumento de acidentes envolvendo adolescentes ao volante.
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Casos recentes acendem alerta
Em Goiânia, a frente da caminhonete ficou destruída depois que o veículo avançou um cruzamento e atingiu a moto em que estava o casal. Segundo a polícia, o motorista de 17 anos não tinha habilitação, apresentava sinais de embriaguez e foi apreendido em flagrante.
No Paraná, outro adolescente de 17 anos furou o sinal vermelho em alta velocidade e atingiu uma motociclista que seguia para o trabalho. Ele fugiu sem prestar socorro, e a vítima sofreu múltiplas fraturas, precisou ser internada e ficará afastada das atividades por um longo período, de acordo com familiares.
Números em alta nas rodovias federais
Registros como esses têm se tornado mais frequentes em todo o país e preocupam a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo a corporação, nas rodovias federais que cortam o Brasil, apenas nos seis primeiros meses deste ano, houve mais de 300 acidentes envolvendo veículos dirigidos por adolescentes entre 12 e 17 anos.
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Dados da PRF mostram que, em 2023, ocorreram 454 acidentes desse tipo em BRs. Em 2025, o número subiu para 512, com 56 mortos e mais de 600 feridos, considerando todos os envolvidos nas colisões.
Entre os adolescentes que dirigiam, foram 40 mortes e mais de 400 atendimentos médicos nas rodovias federais no ano passado, de acordo com a corporação.
Falta de experiência e uso de celular
Para o porta-voz da PRF, Maciel Junior, a combinação de acesso fácil aos veículos e falta de experiência torna os adolescentes mais vulneráveis a comportamentos perigosos no trânsito.
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"Muitos jovens ainda não têm maturidade para avaliar o risco. Quando somamos isso ao excesso de velocidade e ao uso do celular ao volante, a chance de um acidente aumenta muito", afirma Maciel Junior.
Responsabilidade de pais e exemplos no trânsito
Na avaliação do porta-voz, a legislação atual ainda não inibe de forma suficiente que menores dirijam e o comportamento dos adultos no trânsito influencia diretamente o que os adolescentes fazem.
"Se um motorista adulto, devidamente habilitado, desrespeita as regras, o adolescente que convive com esse exemplo tende a achar normal. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis não entreguem o veículo a menores de idade e cobrem respeito às normas", ressalta.
Maciel Junior reforça que a fiscalização e as campanhas educativas precisam caminhar junto com a consciência das famílias para evitar que adolescentes assumam o volante antes da hora e novas tragédias se repitam nas estradas.
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