Anvisa libera 1ª caneta emagrecedora genérica com semaglutida
Genérico da EMS deve custar cerca de R$ 292; Germed recebe aval para lançar similar à base de semaglutida

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a produção da primeira caneta injetável para emagrecimento na versão genérica e também autorizou o primeiro medicamento similar à base de semaglutida no Brasil, ambos com a promessa de preços mais baixos para pacientes que usam o remédio para controle de diabetes tipo 2 e perda de peso.
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A autorização para o genérico foi concedida ao laboratório EMS, responsável por Ozivy, medicamento de referência com semaglutida já disponível no país. Com a decisão, a empresa poderá fabricar uma caneta com o mesmo princípio ativo em formulação genérica, voltada ao tratamento de diabetes e à redução de peso.
A EMS ainda não informou quando o novo produto deve chegar às farmácias. A expectativa no setor é de que a entrada do genérico abra caminho para outros concorrentes e aumente o acesso a esse tipo de medicamento.
Genérico promete reduzir custo do tratamento
Por lei, medicamentos genéricos precisam custar pelo menos 35% menos que o remédio de referência. No caso de Ozivy, que hoje sai em média por R$ 450 nas farmácias, o preço da versão genérica deve ficar em torno de R$ 292.
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A liberação da caneta emagrecedora genérica tende a intensificar a disputa entre laboratórios que atuam no segmento de medicamentos para emagrecimento e controle do diabetes, um mercado em forte expansão no país.
Anvisa também libera medicamento similar
Além do genérico, a Anvisa autorizou o laboratório Germed a produzir um medicamento similar, também à base de semaglutida. Assim como o genérico, o similar utiliza o mesmo princípio ativo e a mesma concentração que o produto de referência, mas mantém nome e apresentação próprios.
Especialistas destacam que, tanto para genéricos quanto para similares, a agência exige comprovação de qualidade, segurança e eficácia antes da liberação para venda.
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Especialistas defendem uso com orientação médica
Segundo a farmacêutica Kammylla Bocsko, os pacientes podem confiar na equivalência entre o genérico e o medicamento de marca. Ela afirma que esses produtos "têm os mesmos componentes, a mesma dosagem e seguem os mesmos padrões de qualidade" estabelecidos pela Anvisa.
Na visão da profissional, o principal impacto da medida é financeiro, já que os preços menores aliviam o orçamento de quem depende de tratamento contínuo para controlar o diabetes e o peso.
Para o cardiologista Gustavo Lenci Marques, o custo mais baixo deve facilitar o acesso de mais pessoas à semaglutida, e as autorizações da Anvisa marcam apenas o começo de uma oferta maior de produtos para emagrecimento com preços mais competitivos.
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Ele ressalta que "esse tipo de medicamento só deve ser comprado e utilizado com orientação médica" e lembra que a substância pode causar efeitos adversos. Na avaliação do especialista, o acompanhamento profissional é fundamental para avaliar indicações, ajustar doses e monitorar resultados, mesmo com a chegada das versões genérica e similar ao mercado.
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