Após 13 crianças reféns, Curitiba dobra patrulha escolar e amplia segurança
Prefeitura anuncia botões do pânico em creches, câmeras integradas à Guarda Municipal e reforço no patrulhamento.
A Prefeitura de Curitiba anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de medidas para reforçar a segurança nas escolas municipais e nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). A decisão foi tomada após o caso que deixou 13 crianças reféns durante aproximadamente três horas no CMEI São Braz, na última sexta-feira (9).
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Entre as principais medidas estão a ampliação de 100% da Patrulha Escolar da Guarda Municipal, a antecipação da instalação de botões do pânico em todas as creches municipais e a implantação de câmeras de monitoramento conectadas à Muralha Digital.
O prefeito Eduardo Pimentel anunciou as mudanças durante uma coletiva de imprensa e afirmou que o município vai revisar os protocolos de segurança das unidades de ensino.
“Foi um episódio muito grave, mas isolado. Vamos aperfeiçoar os protocolos e antecipar ações para ampliar a proteção nas unidades de ensino municipais”, afirmou Eduardo Pimentel.
Patrulha Escolar terá o dobro de viaturas e guardas municipais
A partir desta quarta-feira (14), a Patrulha Escolar da Guarda Municipal passará de dez para 20 viaturas. O efetivo dedicado às unidades de ensino também será ampliado, passando de 20 para 40 agentes.
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O objetivo é reforçar o policiamento preventivo e agilizar o atendimento de ocorrências nas escolas e creches públicas da capital.
Além disso, a Secretaria Municipal da Defesa Social e Trânsito iniciará, na próxima semana, uma revisão das condições de segurança de todas as unidades educacionais.
A previsão é concluir as vistorias até o fim do ano letivo. Eventuais obras e adequações poderão ser realizadas durante as férias escolares.
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“Os guardas municipais terão a função de fazer uma vistoria de segurança e uma análise perimetral das escolas, seguindo um protocolo que estamos desenvolvendo. Já existe esse cuidado, mas vamos revisar os procedimentos para identificar o que funciona e o que precisa ser reforçado”, explicou o secretário Rafael Ferreira Vianna.
CMEIs de Curitiba terão botões do pânico até o primeiro semestre de 2027
Outra mudança anunciada pela Prefeitura é a antecipação da instalação de botões do pânico em todos os Centros Municipais de Educação Infantil.
Inicialmente, a implantação estava prevista para ser concluída até o fim de 2027. Agora, a meta é disponibilizar os equipamentos ainda no primeiro semestre do próximo ano.
As escolas municipais já possuem os dispositivos de emergência.
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A Prefeitura também vai contratar um sistema de monitoramento por câmeras para as escolas e CMEIs, com imagens conectadas à Guarda Municipal e à Muralha Digital.
O processo de licitação deve ser lançado nos próximos 40 dias.
Também está prevista a criação de um canal direto de comunicação entre as unidades de ensino e a Guarda Municipal para situações de emergência.
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CMEI São Braz retoma atividades com apoio psicológico
As atividades da rede municipal serão retomadas nesta quarta-feira (14), depois do feriado prolongado.
No CMEI São Braz, onde ocorreu o episódio com as 13 crianças reféns, o retorno será gradual e acompanhado por profissionais especializados.
A programação começa com o acolhimento dos servidores da unidade, que terão apoio psicológico. Às 10h, será realizado um encontro com pais e responsáveis para esclarecimentos e orientações.
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As famílias que precisarem levar os filhos à unidade terão atendimento garantido.
O secretário municipal da Educação, Paulo Afonso Schmidt, explicou que a retomada respeitará as necessidades de crianças, familiares e profissionais.
“Estamos conversando com especialistas para reavaliar os protocolos e orientar as próximas ações. No CMEI São Braz, a retomada será organizada gradualmente, começando pelos profissionais da unidade e, depois, com o acolhimento dos pais, para prestar esclarecimentos e compreender os impactos que a situação possa ter provocado nas crianças.”
A Prefeitura informou que uma equipe e uma viatura da Guarda Municipal permanecerão diariamente no CMEI São Braz até o fim do ano.
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O local também passou por limpeza, reposição de materiais danificados e receberá novos brinquedos, jogos e serviços de pintura.
Relembre o caso das 13 crianças feitas reféns em Curitiba
Na tarde de sexta-feira (9), um homem armado invadiu o CMEI São Braz e manteve 13 crianças, com idades entre 4 e 5 anos, reféns dentro de uma sala.
Segundo a Polícia Militar, o invasor estava com uma faca, um simulacro de arma de fogo e material inflamável. Durante a ocorrência, ele ameaçou provocar um incêndio.
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Após aproximadamente três horas de negociação, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizou uma intervenção tática.
As 13 crianças foram resgatadas com vida e o homem morreu durante a ação policial.
Cinco crianças foram encaminhadas para avaliação médica. Uma delas apresentava ferimentos no rosto.
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A ocorrência provocou momentos de tensão entre familiares e profissionais da educação. Uma servidora da unidade relatou os momentos de medo que enfrentou durante a invasão e cobrou melhorias na segurança das escolas.
Prefeitura quer reforçar segurança sem prejudicar acolhimento
Durante o anúncio, Eduardo Pimentel destacou a atuação das professoras, da Guarda Municipal e da Polícia Militar na retirada das crianças.
O prefeito também ressaltou a importância do protocolo Conhecer para Prevenir (CPP), utilizado para orientar profissionais da educação diante de situações de risco.
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“A escola tem que ser segura, mas também precisa continuar sendo um lugar de acolhimento, aprendizado e amizade. Estamos trabalhando para fortalecer a segurança das nossas crianças e aprimorar os protocolos, com responsabilidade e diálogo com a comunidade escolar”, afirmou.
As medidas serão implementadas gradualmente, conforme os prazos anunciados pela administração municipal.
