Câmera é encontrada no banheiro feminino de escola cívico-militar no PR
Manifestantes se reuniram do lado de fora para cobrar explicações da direção
Um protesto organizado por estudantes e pais de alunos movimentou a entrada de um Colégio Cívico-Militar no centro de Cambé, no Paraná. Manifestantes se reuniram do lado de fora para cobrar explicações da direção.
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A mobilização teve início após uma aluna encontrar e retirar à força uma pequena câmera instalada dentro do banheiro feminino. O caso ganhou repercussão com a divulgação de registros fotográficos do local onde o equipamento ficava escondido e de fotos tiradas por outro estudante dentro da sala de monitoramento, que mostravam telas com ângulos direcionados aos banheiros.
Com a rápida dispersão das imagens, diversos responsáveis foram até a frente do colégio exigindo respostas. A moradora Patrícia, mãe de aluna, cobrou medidas urgentes e manifestou preocupação com a privacidade dos jovens, ressaltando que estudantes haviam trocado de roupa nos banheiros recentemente para um desfile escolar.
Em comunicado enviado aos responsáveis por aplicativo de mensagem, a direção do Colégio Cívico-Militar alegou que os equipamentos ficavam apontados para as portas de entrada dos banheiros masculino e feminino. A administração sustentou que as câmeras não captavam os espaços de necessidades fisiológicas e que a medida buscava monitorar a circulação de pessoas para reforçar a segurança no ambiente escolar
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Nota oficial da Secretária de Educação do Paraná
O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina informa que, assim que tomou conhecimento da instalação de uma câmera no banheiro do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, orientou a direção sobre as providências, com atenção à privacidade e à segurança dos estudantes.
A escola informou que os equipamentos já foram retirados e que não há imagens armazenadas relacionadas a eles.
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Uma equipe do NRE realizará visita in loco para verificar a situação e orientar os próximos encaminhamentos.
A Seed-PR acompanha o caso e reforça que o monitoramento nas unidades escolares deve respeitar integralmente a privacidade, a dignidade e a segurança dos estudantes e de toda a comunidade escolar, assegurando a adoção das medidas cabíveis após a apuração dos fatos.
