Câmeras registram agressão e feminicídio no Paraná
Pelo menos dois casos graves de violência contra a mulher foram registrados no último domingo no Paraná, ambos flagrados por câmeras de segurança: um em
Pelo menos dois casos graves de violência contra a mulher foram registrados no último domingo no Paraná, ambos flagrados por câmeras de segurança: um em Joaquim Távora, no Norte Pioneiro, e outro em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba.
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Em Joaquim Távora, as imagens mostram uma mulher caída no chão sendo alvo de chutes de um homem. Quando ela tenta se levantar e fugir, ele volta a persegui-la, a derruba e a arrasta pelos cabelos, segundo a Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, o casal estava em processo de separação e a vítima tinha ido para a casa do tio por medo do companheiro. O agressor invadiu a residência, agrediu a mulher, quebrou móveis e também atacou o tio, que tentou intervir.
Homem é preso após denúncia em Joaquim Távora
O caso é investigado como violência doméstica. Após denúncias indicarem o paradeiro do suspeito, a polícia o localizou e prendeu na manhã desta segunda-feira.
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Segundo o delegado Luís Guilherme Almeida, a equipe foi até o endereço indicado pelas denúncias e o homem decidiu se entregar.
"Chegamos ao local apontado e encontramos o suspeito, que se apresentou para a prisão, sem tentar fugir", relatou o delegado.
Mulher é morta a facadas em Campina Grande do Sul
Na região metropolitana de Curitiba, em Campina Grande do Sul, uma jovem foi morta pelo ex-companheiro em frente à casa onde morava. As imagens mostram o momento em que o homem se aproxima do carro, abre a porta e passa a desferir diversas facadas contra a vítima.
De acordo com a polícia, outro homem aparece deixando o veículo correndo; ele é um ex-namorado da jovem que havia dado carona após uma festa. Os dois conversavam dentro do carro quando foram surpreendidos pelo agressor.
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A vítima, identificada como Wendi Kauane Jacinto de Paula, de 23 anos, chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu. O caso é investigado como feminicídio, e a suspeita é de que o crime tenha sido motivado por ciúmes.
Paraná está entre estados com mais feminicídios
Em 2025, o Paraná registrou 355 casos de feminicídio tentados ou consumados, segundo o Monitor de Feminicídios do Brasil. Somente nos primeiros seis meses deste ano, foram 55 ocorrências, conforme dados do Ministério da Justiça, o terceiro maior número entre os estados.
Especialista vê crime normalizado e pede resposta firme
Para Claudete Canezi, coordenadora do Núcleo Maria da Penha da Universidade Estadual de Londrina (Numap-UEL), a violência contra a mulher ainda é tratada com naturalidade na sociedade, o que contribui para o aumento dos casos.
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"A agressão contra mulheres está muito normalizada e vem crescendo de forma preocupante. Não podemos tratar essas cenas como algo comum", afirma a especialista.
Na avaliação de Claudete, é preciso atuar em duas frentes: investir em educação desde a infância, para mudar comportamentos e culturas machistas, e endurecer a legislação para evitar que agressores voltem rapidamente às ruas.
"Precisamos trabalhar a educação de base com as crianças e ter leis mais rigorosas, para que o agressor não seja preso hoje e solto amanhã", defende.
