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Campanha reduz em 30% emissão de atestados nas UPAs de Curitiba

Prefeitura atribui queda à campanha Atestado Responsável e à orientação sobre uso adequado de UPAs, UBS e teleconsulta

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02/11/2026 14:04 • Atualizado há 1 hora

Um ano após o lançamento da campanha Atestado Responsável, o número de atestados emitidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba caiu 30%, e os atendimentos nesses serviços diminuíram cerca de 15%, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde.

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Redução de 30% nos atestados

De acordo com o município, o volume de atestados emitidos nas UPAs passou de 776 mil para 542 mil em períodos equivalentes de 12 meses, o que representa redução de 30%. A queda ocorreu após a adoção de novas orientações para a emissão de afastamentos do trabalho.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Eduardo Baptistella, destaca que a emissão de atestados é uma prerrogativa exclusiva do médico. Ele lembra que o profissional deve avaliar cada caso de forma técnica e não pode sofrer pressão do paciente para conceder ou prolongar afastamentos.

Atendimentos também diminuem

Além da redução nos atestados, o número de consultas nas UPAs também caiu. No período de um ano da campanha, as unidades registraram quase 1,3 milhão de atendimentos, cerca de 15% a menos em comparação com os 12 meses anteriores, conforme a Secretaria Municipal da Saúde.

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Na avaliação da secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, a divulgação de orientações sobre quando o paciente deve procurar a UPA, a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou recorrer à teleconsulta contribuiu para a queda na demanda. Segundo ela, a população passou a buscar o serviço mais adequado para cada situação, evitando sobrecarga nas emergências.

Conscientização sobre o uso das UPAs

A campanha Atestado Responsável tem como objetivo conscientizar a população sobre o uso correto das UPAs e a importância de respeitar a autonomia do médico na emissão de afastamentos. O material informativo reforça que as unidades de pronto atendimento são voltadas a casos de urgência e emergência, enquanto situações de menor gravidade devem ser direcionadas à atenção básica ou ao atendimento remoto.

Para a gestão municipal, os resultados do primeiro ano indicam que a combinação de orientação à população e atuação dos profissionais de saúde pode reduzir a procura desnecessária pelas UPAs e tornar o uso dos recursos públicos mais eficiente.

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