CMEI onde 13 crianças foram feitas reféns retoma aulas em Curitiba
Guarda Municipal terá equipe no local até o fim do ano; psicóloga orienta atenção aos efeitos do trauma.
O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba, retomou as aulas nesta quarta-feira (14), cinco dias depois de um homem invadir a unidade e fazer 13 crianças reféns. O retorno foi organizado pela Secretaria Municipal da Educação, com reforço na segurança e atenção aos possíveis efeitos emocionais provocados pelo episódio.
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O caso aconteceu na sexta-feira (9) e deixou moradores da região abalados. Mesmo quem não tem filhos matriculados na creche relata o medo provocado pela situação.
"Eu fiquei aterrorizada com a situação pelas outras pessoas porque eu não tenho criança pequena. Mas nossa foi horrível pras crianças, pelas mães, pelas avós", contou Natália de Lima, cuidadora que mora na região.
Aulas são retomadas após crianças serem feitas reféns
A Secretaria Municipal da Educação organizou a retomada das atividades com base em orientações de especialistas, buscando preservar ao máximo a rotina das crianças e dos profissionais.
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Segundo o secretário municipal da Educação, Paulo Afonso Schmidt, superar os efeitos do episódio é um dos desafios enfrentados pela rede de ensino.
"Nós temos diversas situações que a educação tem que fazer frente e situações externas à educação como essa e que envolvem a segurança como um todo, que envolvem toda essa situação de trauma criada, elas têm que ser superadas e esse é o nosso objetivo", afirmou o secretário à Band Paraná.
Guarda Municipal terá equipe fixa no CMEI São Braz até o fim do ano
A Prefeitura de Curitiba anunciou novas medidas de segurança para creches e escolas municipais após a ocorrência.
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Entre as ações está o aumento de 100% no efetivo da Guarda Municipal destinado às instituições de ensino das dez regionais da cidade.
No CMEI São Braz, uma equipe da Guarda Municipal permanecerá de plantão em tempo integral até o fim de 2026.
Para Natália de Lima, a presença dos agentes representa mais tranquilidade para os moradores.
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"Alívio, alívio eu diria. Alívio", afirmou a cuidadora ao comentar o reforço na segurança.
Psicóloga alerta para possíveis traumas nas crianças
Além das medidas de segurança, especialistas recomendam atenção ao comportamento e às emoções das crianças após o episódio.
As consequências de uma situação traumática podem aparecer imediatamente ou se manifestar ao longo do tempo, por meio de mudanças comportamentais e emocionais.
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A psicóloga Mônica Vaz explica que as crianças são especialmente sensíveis ao ambiente e às emoções das pessoas ao redor.
"Então existe esse campo percepcional entre a criança e a outra pessoa que tá muito ativo. Então ela vive intensamente esse sentimento da tensão, do medo, da ansiedade", explicou a psicóloga à Band Paraná.
A orientação é que familiares e profissionais da educação acompanhem possíveis mudanças no comportamento das crianças, mesmo depois da retomada das atividades.
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O retorno às aulas representa mais uma etapa após o episódio que mobilizou a comunidade escolar, enquanto a Prefeitura mantém o reforço na segurança da unidade.
