Começa júri de ex-PF acusado de matar fotógrafo em Curitiba
Ronaldo Massuia responde por homicídio e sete tentativas em ataque a tiros em posto de combustíveis

O Tribunal do Júri de Curitiba começou a julgar na manhã desta quarta-feira o ex-policial federal Ronaldo Massuia, acusado de matar o fotógrafo André Fritoli, de 32 anos, e de ferir outras pessoas após disparos dentro de uma loja de conveniência de um posto de combustíveis na capital paranaense.
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Caso ocorreu em maio de 2022
O crime aconteceu em maio de 2022, há quatro anos. Fritoli fazia um lanche com a namorada na loja de conveniência quando a discussão envolvendo o então agente começou, segundo as imagens das câmeras de segurança.
As gravações mostram o momento em que Massuia deixa o local, retorna com a arma em punho e passa a atirar. Ele dispara pelo menos dez vezes em direção a pessoas que estavam na loja. André Fritoli morre no local após ser atingido.
Outros clientes ficam feridos durante o ataque. Depois do episódio, a Polícia Federal expulsou Massuia da corporação.
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Réu responde por homicídio e tentativas
O ex-policial responde por homicídio e sete tentativas de homicídio. A expectativa no Tribunal do Júri é que o julgamento dure três dias, com encerramento previsto para a próxima sexta-feira.
Massuia está preso desde o dia do crime. Nesta quarta, ele chegou ao fórum em uma viatura da Polícia Penal do Paraná e acompanha a sessão no plenário.
Defesa alega surto e pede internação
A defesa afirma que não busca a absolvição, mas sustenta que o réu estava em surto no momento dos disparos e pede tratamento psiquiátrico.
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"Não viemos aqui pedir absolvição, e sim um tratamento digno para o Ronaldo, para que ele seja internado por tempo determinado por um médico e não saia pior do que entrou", declara o advogado de defesa Heitor Bender.
Família cobra justiça e condenação exemplar
Na chegada ao Tribunal do Júri, familiares do fotógrafo reforçam o pedido por responsabilização do ex-policial federal.
"Estou aqui hoje para finalmente conseguir justiça pelo meu filho, para que nenhuma outra mãe passe pelo que estou passando", afirma Greyce Fritoli, mãe de André.
Os advogados da família dizem esperar uma decisão que também funcione como mensagem para a sociedade.
"Queremos uma condenação, também exemplar, para que a sociedade entenda a responsabilidade de policiais armados em locais públicos", aponta o advogado da família, Elias Mattar Assad.
