Como a Mata Atlântica renasce no litoral do Paraná
Em Antonina, no litoral do Paraná, áreas que já foram ocupadas por pastagens passam por um processo de recuperação ambiental. A transformação acontece na
Em Antonina, no litoral do Paraná, áreas que já foram ocupadas por pastagens passam por um processo de recuperação ambiental. A transformação acontece na Reserva Natural Guaricica, onde a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) desenvolve um trabalho de conservação da Mata Atlântica desde 2000.
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A iniciativa envolve a proteção de milhares de hectares, o acompanhamento da regeneração da vegetação e o cuidado com a fauna e a flora. O trabalho também transformou a vida de moradores da região, que passaram a participar diretamente das atividades de preservação.
Da antiga fazenda à conservação ambiental
A recuperação da floresta vai além do plantio de árvores. O processo exige proteção das áreas naturais, acompanhamento da vegetação e ações para permitir que os ciclos da natureza voltem a acontecer.
Segundo Reginaldo Antunes Ferreira, coordenador de projetos da SPVS, a chegada da organização à região marcou o início de uma nova etapa para áreas que enfrentavam pressão de caça, corte de árvores e desmatamento.
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O trabalho de conservação também mudou a rotina de pessoas que cresceram nas antigas fazendas da região e encontraram novas oportunidades com a implantação do projeto.
Moradores se tornam protagonistas da preservação
A história da recuperação ambiental também é contada por quem acompanhou as mudanças de perto.
Luiz Gonçalves, encarregado da SPVS na Reserva das Águas, nasceu em Morretes e começou a trabalhar nas fazendas da região. João Maria dos Santos, auxiliar da Reserva Guaricica, chegou ao local ainda criança e também presenciou a transformação da paisagem.
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Com o avanço do projeto, moradores passaram a atuar na proteção das reservas. O conhecimento adquirido ao longo dos anos contribui para atividades como o monitoramento da fauna, a instalação de câmeras e o cuidado com as abelhas nativas.
Conservação também gera oportunidades
A transformação alcançou outras áreas da vida das comunidades. Sueli Alves dos Santos, auxiliar administrativa da SPVS, acompanhou a chegada da organização à região e construiu sua trajetória profissional junto ao projeto. Ao longo do tempo, ela estudou e se formou como técnica ambiental.
O trabalho também abriu espaço para iniciativas comunitárias de geração de renda, como grupos de mulheres que produzem alimentos, entre eles bolinhos de banana.
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A participação dos moradores é apontada pela equipe da SPVS como parte importante do trabalho de conservação. A integração entre comunidade e projeto contribuiu para transformar antigos trabalhadores rurais em agentes de proteção ambiental.
Reservas oferecem experiências aos visitantes
Além da preservação da biodiversidade, as reservas também oferecem experiências para quem deseja conhecer de perto o trabalho de conservação.
Na Reserva Natural Guaricica, há duas atrações voltadas aos visitantes. A Reserva das Águas também conta com outras duas experiências, conforme explica Reginaldo Antunes Ferreira.
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A visita permite conhecer as áreas naturais e compreender como a recuperação ambiental pode beneficiar a biodiversidade e as comunidades do litoral paranaense.
A transformação das reservas em Antonina é o tema de uma edição do programa Nosso Litoral, que mostra como a conservação da Mata Atlântica pode caminhar junto com a participação comunitária e a criação de novas oportunidades.
O Nosso Litoral vai ao ar todos os domingos, às 9h30, na programação da Band Paraná.
