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Entenda como funcionava esquema liderado pela “Dama do Perfume” em Umuarama

PCPR aponta Evelyn Patrícia como líder de grupo que distribuía cocaína por delivery e movimentava até R$ 200 mil por mês

4 min

07/10/2026 16:23 • Atualizado há 19 horas

Entenda como funcionava esquema liderado pela “Dama do Perfume” em Umuarama

“Dama do Perfume” - PCPR acredita que influenciadora liderava o esquema

Foto: Redes Sociais

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) detalhou como funcionava a organização investigada na Operação Beverly Hills, deflagrada nesta quarta-feira (7), em Umuarama, no Noroeste do Paraná.

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A influenciadora digital Evelyn Patrícia é apontada pela investigação como uma das lideranças do grupo. Conhecida nas redes sociais pela venda de perfumes, cosméticos e outros produtos importados, ela já está sendo chamada de “Dama do Perfume”.

Segundo o delegado Rodrigo Costa Azevedo Couto, do Setor de Narcóticos da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, o grupo teria uma estrutura organizada para receber pedidos, armazenar e fracionar cocaína, realizar entregas e movimentar o dinheiro.

A estimativa é de que fossem comercializados entre 2 e 4 quilos de cocaína por mês, com uma movimentação que poderia chegar a R$ 200 mil mensais.

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Pedidos de cocaína eram feitos por celular

O portal OBendito traz informações da investigação em uma entrevista com o delegado que está à frente do caso. A Band Paraná confirmou as informações com outro delegado da DPI.

Segundo o delegado, integrantes da organização permaneciam de plantão para receber os pedidos dos clientes pelo telefone.

“Existia uma pessoa, algumas pessoas ali que ficavam em regime de plantão operando o telefone, no qual eles recebiam os pedidos dos clientes”, explicou Couto.

Depois do pedido, outros integrantes ficavam responsáveis pela guarda, pelo fracionamento e pela distribuição da droga.

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A investigação também identificou um núcleo responsável pela movimentação financeira.

Droga era entregue por sistema de delivery

O grupo não utilizava um ponto fixo para a venda da cocaína. Segundo a Polícia Civil, a distribuição era feita por um sistema de delivery que buscava evitar o contato direto entre vendedores e compradores.

As porções eram deixadas em locais previamente definidos, como árvores ou outros pontos nas ruas. Depois, os clientes recebiam fotografias indicando onde a droga havia sido escondida.

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“Eles não entregavam diretamente ao consumidor final. Eles costumavam deixar essa droga em pontos”, afirmou o delegado.

A promessa, segundo a investigação, era de que a entrega fosse concluída em aproximadamente 25 a 30 minutos.

O esquema atendia diferentes regiões de Umuarama.

“Eles entregavam para toda a cidade e para pessoas de todas as classes sociais”, disse Couto.

Venda de perfumes entrou na investigação

Nas redes sociais, Evelyn Patrícia divulgava perfumes, cosméticos, produtos de beleza e outros itens importados do Paraguai.

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Segundo o delegado, a atividade comercial existia de fato.

“Ela efetivamente vendia mesmo: vendia perfumes, vendia moto elétrica, produtos importados ali do Paraguai”, afirmou.

A Polícia Civil, porém, investiga se essa atividade se misturava às movimentações relacionadas ao tráfico. O mesmo telefone utilizado na administração das vendas também teria sido utilizado nas atividades investigadas.

“A gente acredita que essas atividades se misturavam”, declarou Couto.

Durante a operação, a polícia apreendeu produtos importados que, segundo o delegado, não possuíam documentação fiscal. O material deverá ser encaminhado aos órgãos responsáveis pela apuração de eventual descaminho.

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Polícia aponta divisão de tarefas

De acordo com a investigação, os integrantes exerciam funções específicas dentro da organização:

  • recebimento dos pedidos de cocaína;
  • armazenamento da droga;
  • fracionamento das porções;
  • distribuição e entrega;
  • movimentação financeira;
  • coordenação das atividades.

A estratégia também previa que os responsáveis pelas entregas não transportassem grandes quantidades. Segundo a polícia, eles levavam apenas a quantidade correspondente ao pedido feito pelo cliente.

Marido também é investigado

O marido de Evelyn também é apontado pela Polícia Civil como integrante da liderança do grupo.

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Segundo o delegado, ele havia deixado a prisão cerca de três meses antes da operação, após cumprir pena por tráfico de drogas.

A investigação encontrou mensagens que, de acordo com a polícia, indicariam uma retomada das atividades após a saída dele da prisão.

Polícia explica por que não encontrou grande quantidade de cocaína

Apesar da dimensão atribuída ao esquema, a operação não resultou em uma grande apreensão de cocaína.

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Segundo Couto, a estrutura do grupo evitava que a droga permanecesse diretamente com as pessoas apontadas como líderes.

“A líder não pegava nas drogas. Ela tinha pessoas que forneciam para ela”, afirmou.

Os fornecedores entregariam a cocaína diretamente aos integrantes responsáveis pelo armazenamento e fracionamento.

Justiça determinou bloqueio de até R$ 1,8 milhão

A investigação também busca atingir o patrimônio relacionado às atividades investigadas.

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A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 1,8 milhão em contas bancárias, além de medidas envolvendo veículos e imóveis vinculados aos investigados.

A Operação Beverly Hills terminou com oito pessoas presas, segundo o balanço divulgado após a ação.

A investigação apura, em tese, os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Entenda como funcionava esquema liderado pela “Dama do Perfume” em Umuarama